Carnaval 2019 Dois mil litros de munguzá são distribuídos na Sé

Publicado em: 06/03/2019 13:18 Atualizado em: 06/03/2019 13:36

Foto: Bloco Munguzá de Zuza Miranda & Thais/Divulgação.
Foto: Bloco Munguzá de Zuza Miranda & Thais/Divulgação.
A tradição já dura 24 anos. São dois mil litros de munguzá distribuídos entre 5h e 9h aos foliões que resistiram ao carnaval firmes para acompanhar a programação da quarta-feira de cinzas. Na frente da Igreja da Sé, em Olinda, a comida é entregue gratuitamente pelo bloco Munguzá de Zuza Miranda e Thaís. Zuza, que é músico, diz que aprendeu com a avó que a comida dá força, algo necessário no final da folia olindense. Para o grande dia, foram preparados seis panelões para serem distribuídos em 5 mil copinhos de 200 ml, cada.

Mas não é só o alimento que faz sucesso no amanhecer da Sé. O bloco também promove a corrida dos monstros. A ideia é premiar o homem e a mulher que tomarem uma dose de cana e depois subirem correndo a ladeira da Sé. Ganha R$ 200 quem chegar primeiro. Este ano, o primeiro lugar ficou para Amanda Leal, de Belo Horizonte, e com Pedro César, de Paulista, na Região Metropolitana do Recife.

Foto: Bloco Munguzá de Zuza Miranda & Thais/Divulgação.
Foto: Bloco Munguzá de Zuza Miranda & Thais/Divulgação.
Do mesmo lugar, parte o Bacalhau do Batata, que começa a se concentrar por volta das 10h. Nesse momento, Zuza troca com a presidente do Bacalhau, Fátima Araújo, as camisas dos blocos, uma forma encontrada para ambos se homenagearem. Enquanto isso, o frevo dá o tom com a orquestra do Munguzá, além dos passistas, bonecos gigantes e malabaristas de rua. Este ano, o homenageado do bloco foi o cantor Luiz Tarcísio, cover de Waldick Soriano.

O bloco foi fundado em 1995. Na época, Zuza já tocava nos polos de Olinda até o amanhecer. Certa vez, teve a ideia de alimentar os foliões mais resistentes com o munguzá. Desde então, virou tradição. "Colocamos o alimento no fogo às 10h da terça-feira e ele somente ficou pronto às 22h", comentou Zuza. Maria Luna, 32, amanheceu o dia na Sé para se alimentar com o munguzá e seguir na folia das cinzas. "Para mim, já é tradição", comentou.
 
 
 


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