Ataque Foliões são furados com seringa durante Carnaval do Recife

Publicado em: 05/03/2019 13:55 Atualizado em: 08/03/2019 11:06

Após incidente, foliã foi encaminhada ao Hospital Correia Picanço. Foto: Pixabay / Divulgação
Após incidente, foliã foi encaminhada ao Hospital Correia Picanço. Foto: Pixabay / Divulgação
Uma moradora de Casa Amarela, Zona Norte do Recife, teria sofrido um ataque de um seringa durante o show do Monobloco na madrugada da segunda-feira de carnaval. O relato foi feito por uma amiga que estava presente, Maria Rita Aderaldo, que veio do Distrito Federal para curtir o Carnaval. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, até o momento já são mais de 100 casos semelhantes.

O relato foi dado por Maria Rita que quis preservar a identidade da amiga. "No meio do show de Monobloco, no Marco Zero, estamos de saída quando um homem, vestido de branco, veio na direção oposta e furou a minha amiga", relata.

Como em casos como este, a primeira suspeita é de infecção com o vírus HIV, Maria Rita, que estava acompanhada do marido, levou a amiga para o hospital Correia Picanço, que é especializado em infectologia. "Chegando lá, o segurança, alguma enfermeiras e a chefe do plantão nos informaram que, no dia anterior, durante o galo da madrugada, mais oito pessoas haviam dado entrada na emergência pelo mesmo motivo", destaca a turista.

Seguindo o protocolo, a moradora atacada fez o exame para constatar a presença ou não do vírus. "Como foi informado pela chefe de plantão, era preciso constatar se minha amiga havia sido, de fato, infectada. Esperamos duas horas pelo resultado do exame, que foi negativo, para ela poder tomar o coquetel profilático, que garante até 100% de não contaminação", aponta Maria Rita.

Diante do ocorrido, a turista decidiu não mais participar do Carnaval do Recife. "Nós ficamos com medo e, por isso, decidimos ir para a casa de parentes em Fortaleza. Infelizmente, depois do que aconteceu, eu não tenho mais vontade de voltar", finaliza.
 
A SES destacou, através de nota enviada à imprensa que os registros da saúde estão sendo monitorados, 24 horas por dia, no Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (CIOCS), sala de situação instalada na sede da SES.  O trabalho funciona conectado às notificações do por meio do software Ambiente de Monitoramento de Risco (Amber), que produz relatórios em tempo real com os dados gerados nos serviços de saúde.






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