Risco Energia do Edifício Holiday pode ser cortada Celpe conseguiu uma liminar na 2ª Vara Cível da Capital para suspender o fornecimento de energia

Publicado em: 01/03/2019 21:28 Atualizado em:

Celpe tentou cortar a luz na sexta, mas os moradores impediram a ação  crédito Mandy Olivieira Especial DP
Celpe tentou cortar a luz na sexta, mas os moradores impediram a ação crédito Mandy Olivieira Especial DP


A interdição do Edifício Holiday, em Boa Viagem, devido à precariedade das instalações elétricas, só será decidida pelo juiz Luiz Rocha da 7ª Vara da Fazenda Pública, após o feriado carnavalesco. O juiz informou que analisará cerca de 30 horas de gravações da audiência da última quinta-feira, entre representantes de órgãos públicos, Celpe e moradores do residencial. Na sexta, a Celpe, em cumprimento a uma decisão liminar da 2ª Vara Cível da Capital, tentou suspender o fornecimento de energia, por medida de segurança, mas os moradores impediram o desligamento.

Por meio de nota, a companhia informou que em decorrência de risco à integridade física das equipes, o serviço não foi efetuado e reiterou que as instalações elétricas estão precárias e apresentam risco iminente de incêndio e acidente envolvendo energia elétrica. Um novo Boletim de Ocorrência foi registrado junto à autoridade policial. 

O síndico do edifício Holiday, Rufino Neto, contestou a informação de que houve intimidação e resistência. “Pessoalmente, sozinho, sem nenhum acompanhante, fui informar aos técnicos que aceitamos a liminar mas que, segundo as informações que me foram transmitidas pelo nosso advogado, a energia só pode ser cortada sete dias úteis após o recebimento do comunicado, o que ocorreu no último dia 22. Como o prazo conta do dia útil seguinte a este recebimento, no caso na segunda, 25, o corte só pode ser realizado no dia 2 de março. 

Na audiência realizada na quinta-feira, o procurador-geral do Recife, Rafael Figueiredo, disse que há necessidade de medidas emergenciais, já que os equipamentos elétricos representam um grande risco. De acordo com o procurador com base no laudo da defesa civil, a estrutura física do prédio não é o problema mais grave, mas que em caso de incêndio poderá entrar em colapso. 



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