Algas tóxicas Fenômeno da maré vermelha atinge Praia de Maracaípe, em Ipojuca

Publicado em: 25/02/2019 21:42 Atualizado em:

Banhistas e surfistas que frequentaram a praia de Maracaípe, no município de Ipojuca, litoral sul de Pernambuco, neste último domingo (24), sofreram com o fenômeno natural chamado maré vermelha. Esse processo é provocado por uma proliferação rápida e em excesso de microalgas que liberam toxinas devido às altas temperaturas em conjuntura com a baixa umidade. Pessoas que tiveram contato com a água e até com o vento próximo à orla relataram sintomas como forte dor de cabeça, dor na garganta, coceira, febre, irritação nos olhos, enjôo e tontura. 

Segundo Secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano, Erivelto Lacerda, esse movimento é comum no litoral do estado, sobretudo no verão. “Ano passado, aconteceu algo semelhante na Praia de Muro Alto, também em Ipojuca. Este ano foi em Maracaípe. E não temos como prevê quando o fenômeno vai acontecer. Quando acontece, pedimos que os banhistas e surfistas saiam imediatamente da água e da orla. Porque essas algas exalam um cheiro forte, semelhante ao do vinagre e esse cheiro pode ser espalhado tanto pela água como pelo vento”, explicou o secretário. 

De acordo com ele, com o movimento e a baixa da maré a tendência é que a maré vermelha vá se dissipando com a corrente marinha. Ontem, os relatos começaram antes das 8h e, segundo banhistas, ao meio dia era quase impossível ficar na Praia de Maracaípe. Ontem, no entanto, a situação já havia normalizado. 

“Quando tomamos ciência do fato, no domingo, enviamos uma equipe técnica ao local, que fez a coleta da água para avaliar o nível de toxicidade das algas. Ficamos monitorando a situação e às 6h de hoje (ontem), movimento da corrente marinha já havia dissipado a maré vermelha e a praia estava própria para banho”, continuou o secretário. 

Algumas pessoas relataram também que os sintomas foram tão fortes que tiveram que se dirigir a um posto de saúde. “Não apenas quem está na água pode ser afetada pelas toxinas da água nos casos de maré vermelha. Quem está na orla, próximo ao mar, também pode ser afetado, porque o vento espalha o odor. Quando isso acontecer, nós aconselhamos os banhistas e surfistas a irem para casa, tomar banho e relaxar, porque a tendência é que os sintomas passem rápido também. Nas situações em que os sintomas forem muito fortes, o ideal é procurar um posto de saúde”, orienta Erivelto Lacerda. 


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