GOLPE Preso suspeito de dar golpe em quase 40 pessoas com prejuízos de até R$ 5 milhões

Publicado em: 22/02/2019 16:31 Atualizado em: 22/02/2019 16:51

Delegado Fauzer Palitot - Delegado adjunto da Delegacia de Repressão ao Estelionato. Foto: Reprodução vídeo Polícia Civil
Delegado Fauzer Palitot - Delegado adjunto da Delegacia de Repressão ao Estelionato. Foto: Reprodução vídeo Polícia Civil

Na manhã desta sexta (22), foi anunciada a prisão de um homem de 36 anos de idade acusado de aplicar um golpe em 39 vítimas com prejuízos de até R$ 5 milhões. Danilo Mendes de Castro Melo foi preso no município de Sairé sob acusação de crimes de estelionato e contra a economia popular. Ele captava investimentos e, com o capital levantado, fazia compra e venda de lotes de carros usados oriundos de locadoras. Ele dizia aos investidores, então, que o dinheiro deles serviria para adquirir os lotes de veículos por um preço que proporcionasse grande lucro na revenda, de onde sairiam os valores dos rendimentos do dinheiro investido. Os prejuízos das vítimas variaram entre R$ 9 mil e R$ 800 mil. 

Danilo foi apreendido por meio da 13ª Operação de Repressão Qualificada do ano, denominada "Pit Stop", vinculada à Diretoria Integrada Especializada  - DIRESP, sob a presidência do Delegado Fauzer Palitot. A investigação começou em setembro de 2018, com objetivo de realizar buscas em domicílios de possíveis integrantes de associação criminosa, voltada para a prática do crime de estelionato e contra a economia popular. Além do mandado de apreensão de Danilo, foram expedidos outros quatro pela sexta Vara Criminal da Comarca de Recife. Foram apreendidos livro de contabilidade das negociações, eletrônicos como celulares, tablet e notebook, além de R.500.

Segundo o delegado adjunto da Delegacia de Repressão ao Estelionato, Fauzer Palitot, Danilo prometia, geralmente, um lucro de 10 a 15% do valor investido em um prazo mais ou menos de 15 dias. Se ela atuava sozinho ou com pessoas que o ajudavam a captar investidores, ainda não se sabe. “Sobre esta questão do crime de associação criminosa, as diligências investigativas não se encerraram. Estamos aguardando resultado das perícias de materiais coletados nas buscas e apreensões para ter certeza. O que sabemos é que a ação era algo semelhante a uma pirâmide financeira, mas enquadrado no mesmo artigo segundo da Lei 8.521 que fala sobre crimes contra a economia popular”, afirma.

Ele afirma ainda que Danilo não fazia contratos com as vítimas. Tudo era acordado na informalidade. “Como há havia trabalhado em concessionária, muitos o conheciam ou tinha contato com pessoas ligadas a ele. Chegou a dar retorno a algumas vítimas, no início. Faço um apelo à população para que entre em contato conosco caso saibam de alguém que se identifique como investidor neste caso”, solicita.

Ao termino do inquérito, Danilo, que trabalhava em uma empresa privada de rastreamento de veículos e não tem antecedentes criminais, deve ser indiciado pelo crime de estelionato. 

 


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