Celebração Noitada no pátio da Igreja das Fronteiras lembra dom Helder Câmara Evento contará com Silvério Pessoa, além de interpretação de poesias do religioso

Publicado em: 07/02/2019 14:30 Atualizado em: 07/02/2019 14:39

Dom Helder dizia que a arte tem o poder de conscientizar socialmente e evangelizar. Foto: reprodução Google
Dom Helder dizia que a arte tem o poder de conscientizar socialmente e evangelizar. Foto: reprodução Google
Dom Helder Câmara, o Dom da Paz, tinha uma verdadeira paixão pelas artes. Os estudiosos de sua obra contam que ele percebia a potência evangelizadora e de conscientização social da filosofia, da música, do cinema, da pintura e da literatura. Por isso, frequentemente promovia as chamadas noitadas, no Palácio dos Manguinhos, onde morou entre 1964 e 1968. Inspirados nessa vivência do religioso, o Instituto Dom Helder Câmara e o Fórum Articulação de Leigos e Leigas promovem, nesta quinta-feira, dia do nascimento do dom, no pátio da Igreja das Fronteiras, uma noitada nos mesmos moldes.

O evento acontece a partir das 19h e contará com a participação dos cantores Silvério Pessoa e Cylene Araújo, bloco Artesãos da Boa Vista e Banda Evocação com o maestro Barbosa. Serão apresentadas algumas das músicas preferidas do dom, além de interpretação de suas poesias. Na mesma noite, será lançado o projeto Memória Viva, um banco de memórias, gravadas em vídeo, onde são contadas histórias ou lembranças de quem conviveu com o ex-arcebispo ou a influência que ele teve na vida de algumas pessoas.

A celebração continua no domingo, quando serão dadas graças pela vida do dom, às 11h, em uma celebração eucarística, também na Igreja das Fronteiras. Se estivesse vivo, completaria 110 anos. Dom Helder morreu com 90 anos, em 27 de agosto de 1999.

O professor Newton Cabral é um estudioso do religioso. Ele é um dos organizadores da obra “Andar às voltas com o belo e andar às voltas com Deus” – a relação de dom Helder Câmara com as artes. “Ele gostava da arte em sua ludicidade, como elemento de conscientização social e percebia sua potência evangelizadora. Convidava os intelectuais do Recife com a finalidade de ocupar bem o palácio. De dia, ofertava o banco da providência para o povo. De noite, abria para a elite, não a econômica, mas a intelectual. Dessa forma, pensavam juntos sobre os problemas do subdesenvolvimento a partir das diversas áreas do conhecimento”, explicou o professor. O evento é aberto ao público.


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