Memória Imip inicia segunda-feira programação para lembrar centenário do fundador

Publicado em: 01/02/2019 19:52 Atualizado em: 01/02/2019 20:00

Crédito: Bruna Monteiro DP/D.A Press
Crédito: Bruna Monteiro DP/D.A Press

Nesta segunda-feira (04), o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) celebrar a data em que o seu fundador completaria 100 anos. Para lembrar o centenário do professor Fernando Figueira, será realizada às 10 horas uma missa em memória, celebrada pelo bispo auxiliar a Arquidiocese de Olinda e Recife, Dom Limacêdo Antônio da Silva. Já no dia 06 de fevereiro, às 10 horas, haverá o lançamento do Selo Especial Fernando Figueira, em parceria com os Correios, em solenidade na Sala de Defesa de Tese do Instituto. Ao longo do ano, serão diversas homenagens à memória do professor, como lançamento de livro, conferências e congressos.

Diplomado pela Faculdade de Medicina do Recife, em 1940, Fernando Jorge Simão dos Santos Figueira, teve sua vida pautada na medicina social. Não só no campo da medicina, como também na política social. Durante sua carreira, realizou célebres obras em prol da saúde, deixando como herança um legado à medicina brasileira e uma lição de vida dedicada aos princípios da solidariedade, fraternidade e respeito aos mais carentes, assim como a dedicação ao ensino e à produção científica.

Fernando Figueira iniciou sua vida profissional como clínico geral em Quebrângulo, interior de Alagoas, onde permaneceu até o ano de 1948, quando se mudou para São Paulo, tornando-se médico no Hospital das Clínicas e professor assistente de Pediatria da Universidade de São Paulo. Nos anos seguintes, foi Professor Visitante nos Estados Unidos, México e Paris. De volta ao Brasil, em 1960, assumiu a Cátedra da disciplina de Pediatria da UFPE e, em seguida, o cargo de Professor Titular da Faculdade de Ciências Médicas.

Ao longo da carreira como médico e professor, Fernando Figueira sempre vislumbrou o sonho de construir um hospital-escola, de caráter filantrópico, destinado a atender a população carente, e em 1960, esse sonho foi concretizado através do IMIP. À frente da Secretaria de Saúde, no Governo Eraldo Gueiros, Fernando Figueira foi pioneiro ao elaborar um Plano de Saúde para Pernambuco.

Dentre seus feitos, destacam-se ainda: a criação da 1ª Regional de Saúde, criação do 1º Código Sanitário de Pernambuco, criação da Fundação de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM), reestruturação do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (LAFEPE) e criação do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (HEMOPE). Foi ainda Presidente da Sociedade de Medicina de Pernambuco e, em 1970, fundou com outros colegas a Academia Pernambucana de Medicina.

Nos anos de 1977 e 1981, presidiu a Associação Brasileira de Reprodução e Nutrição em Saúde Materna Infantil. Entre 1978 e 1982, dirigiu a Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco. Foi também Presidente da Associação Brasileira de Educação Médica. Em 1996, designado pelo Ministério da Saúde, Fernando Figueira presidiu a Autoridade Nacional em Saúde da Criança e do Adolescente, tornando-se Presidente de Honra do Comitê Estadual de Redução da Mortalidade Infantil do Estado de Pernambuco.

Outro destaque foi a criação da Fundação Alice Figueira de Apoio ao IMIP (FAF), em 1987. Entidade jurídica, de Direito Privado e sem fins lucrativos, a Fundação Alice Figueira de Apoio ao IMIP (FAF) tem a missão de mobilizar a sociedade para a obtenção dos recursos necessários à continuidade das ações do IMIP, dirigidas às crianças e mulheres carentes do Nordeste Brasileiro.No dia 01 de abril de 2003, o médico faleceu aos 84 anos, em sua residência. 

Pensamentos do Professor Fernando Figueira

"Conscientemente ou não, o homem somente se realiza plenamente, quando se esquece de sua individualidade, se eleva e se projeta como parte integrante do imenso corpo social ao qual pertence."

"Enquanto houver, em minha terra, uma criança ameaçada de perder o que ela tem de mais sagrado - a sua própria vida - haveis de encontrar em mim, um homem torturado."

"Uma criança doente é um desafio para devolver-lhe a saúde ou suprir as deficiências de uma vida gerada na fome e no desespero dos que perderam a consciência do amanhã, é preciso saber utilizar a ciência pelos caminhos mais lúcidos que só o amor pode inspirar."

"O exercício da medicina não deve se subordinar à crueza das leis econômicas. Deve ser regido pelas necessidades sociais de um povo em determinado momento histórico."



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