EMPODERAMENTO Dia da visibilidade trans é lembrado em roda de diálogo em Brasília Teimosa

Publicado em: 31/01/2019 18:51 Atualizado em: 31/01/2019 18:58

O encontro contou com representantes da Amotrans e do Ser Coletivo. Foto: Lu Streithorst/PCR/Divulgação.
O encontro contou com representantes da Amotrans e do Ser Coletivo. Foto: Lu Streithorst/PCR/Divulgação.
O dia da visibilidade trans, comemorado nessa quarta-feira (30), foi marcado por uma roda de diálogo no Centro da Mulher Metropolitana Júlia Santiago, em Brasília Teimosa, Zona Sul do Recife. Várias mulheres trans se reuniram para debater sobre visibilidade, combate à violência e formas de empoderamento. A conversa começou com uma das fundadoras da Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco (Amotrans) Glayciane Andrade. O evento contou ainda com as presenças da secretária da Mulher do Recife, Cida Pedrosa, e de integrantes do Ser Coletivo.

"O dia 29 é marcado pela mobilização nacional. Estamos aqui para nos mobilizarmos politicamente para construir políticas públicas que nos ajudem no dia a dia", comentou Glayciane. A ativista também destacou o importante trabalho da Amotrans nos presídios a favor das mulheres trans e a necessidade de se pensar políticas que garantam os direitos das mulheres idosas. "A terceira idade das mulheres trans é um problema. Estamos envelhecendo e ainda não temos políticas que assegurem a nossa vida", disse.

A primeira deputada trans e negra eleita em Pernambuco, Robeyoncé Lima, afirmou que as trans precisam sair dos guetos. "Precisamos ir para a luz do dia, o cotidiano a vida. Não compartilhamos o espaço de convivência com o resto da cidade. Como a gente trabalha assim essa cidade segura? Essa convivência harmônica? Enquanto não houver convivência, respeito a nossa diversidade, continuaremos sendo as estranhas", comentou.  A troca das mulheres fortaleceu a luta de Yimi See, do Ser Coletivo, que reforçou a militância. "Antigamente, eu tinha medo. Hoje, sou muito mais fortalecida", afirmou.




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