Tragédia Fundaj monitora avanço do derramamento de rejeitos em Brumadinho

Publicado em: 28/01/2019 19:32 Atualizado em:

Crédito: Mauro Pimentel
Crédito: Mauro Pimentel

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) está monitorando o avanço do derramamento de rejeitos ocorrido no dia 25 de janeiro de 2019 no município de Brumadinho (MG), tendo em vista seu deslocamento em direção à Bacia Hidrográfico do Rio São Francisco (BHSF). O Centro Integrado de Estudos Georreferenciados para a Pesquisa Social (CIEG) tem pesquisas em andamento no bioma Caatinga com o Centre d’Etudes Spaciales de la Biosphère (Cesbio) da Universidade de Toulouse, na França, e está utilizando imagens do satélite francês Sentinel 2 neste monitoramento.

As imagens são gratuitas e têm alta qualidade técnica, sendo possível identificar objetos com até cinco metros, além de disponibilizar registros da área atingida a cada cinco dias. Nessas pesquisas, o Cieg tem, também, parcerias com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade Federal de Campina Grande (UFPB) e a Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

A extremidade da pluma de rejeitos dista cerca de 205 km em linha reta até a margem próxima da Represa de Três Marias. No momento, a figura 4 chama a nossa atenção como pesquisadores do meio ambiente, onde podemos observar a mancha de derramamento (na cor vermelha) em Brumadinho, a sua proximidade e o deslocamento em direção à Represa de Três Marias, já no leito principal do Alto São Francisco – importante área de recarga hídrica do rio.

A BHSF abrange cerca de 550 municípios, o que representa, segundo o IBGE, cerca de 7,5% do território nacional e onde habitam 9,6% da população brasileira, com inúmeras atividades econômicas que vão desde o agronegócio até as pequenas propriedades rurais do sertão nordestino e que podem, de alguma maneira, serem afetadas por distintos graus de contaminação a partir deste desastre. 


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