Recife Polícia Federal indicia homem supeito de fazer vandalismo nos trilhos do metrô Ação aconteceu no ano passado e colocou em risco a vida dos passageiros

Publicado em: 27/01/2019 15:52 Atualizado em: 27/01/2019 16:00

Madeira colocada nos trilhos pesa 100 quilos e precisa de quatro homens para ser carregada. Foto: PF/divulgação
Madeira colocada nos trilhos pesa 100 quilos e precisa de quatro homens para ser carregada. Foto: PF/divulgação
A Polícia Federal indiciou um ambulante acusado de atos de vandalismo nos trilhos do metrô. Segundo investigação, ele colocou obstáculos nos trilhos com o objetivo de causar um desastre ferroviário. O acusado tem 19 anos e mora em Olinda, mas não tem antecedentes criminais. O vandalismo aconteceu em 17 de agosto do ano passado, após um grupo de ambulantes ficar insatisfeito com a ação repressiva de fiscalização de seguranças da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), na estação do metrô do Recife.

Os suspeitos invadiram a linha férrea e colocaram sobre os trilhos dormentes de madeira, que pesam cerca de 100 quilos. Seriam necessários pelo menos quatro homens para carregar o obstáculo. Além disso, também usaram pedras e outros objetos para prejudicar o funcionamento dos serviços. Os seguranças perceberam a ação e avisaram ao Centro de Controle Operacional da CBTU. O maquinista foi imediatamente comunicado e paralisou o trem entre as estações de Joana Bezerra e do Recife.

A Polícia Federal solicitou as imagens de circuito interno, ouviu o depoimento dos seguranças e identificou um dos suspeitos. As investigações prosseguem para localizar os outros envolvidos.
Em depoimento, o acusado disse que agiu junto com outros ambulantes após terem suas mercadorias apreendidas e sofrer prejuízo financeiro.O suspeito foi indiciado pela prática do crime contido no artigo 260, inciso II do Código Penal (Perigo de desastre ferroviário – em virtude de impedir ou perturbar serviço de estrada de ferro, colocando obstáculo na linha) e, caso seja condenado, poderá pegar penas que variam de 2 a 5 anos de reclusão. Não se descarta a possibilidade de solicitação da prisão preventiva do suspeito. Segundo a PF, os próprios suspeitos também correram risco de vida, já que as linhas são energizadas.


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