Operação Master Líder do tráfico tinha patrimônio de R$ 4 milhões Amauri lavava o dinheiro das drogas com a compra de imóveis em Caruaru

Publicado em: 24/01/2019 12:00 Atualizado em: 24/01/2019 17:26

Equipe da Polícia Civil disse que ainda há cinco foragidos. Foto: Polícia Civil/divulgação
Equipe da Polícia Civil disse que ainda há cinco foragidos. Foto: Polícia Civil/divulgação
Amauri Alcides de Souza, 38 anos, era visto como um homem comum na cidade onde morava, em Caruaru, no Agreste pernambucano. Contra ele, não havia qualquer suspeita. Lá, vivia principalmente com a renda obtida com o aluguel de seus imóveis. Ontem, Amauri foi preso pela Polícia Civil dentro da Operação Master, uma referência ao nome pelo qual era conhecido: Mestre. Ele, que usava um nome falso, na verdade era o líder de uma das principais organizações criminosas de tráfico de drogas em Pernambuco.

O patrimônio de Amauri foi avaliado em R$ 4 milhões, a maioria imóveis comprados para lavar dinheiro obtido com a venda de drogas. Nenhum deles em seu nome. Apenas uma linha telefônica foi encontrada como sendo pertencente ao acusado. Ele também era dono de táxis e de uma linha de ônibus.

Apesar de morar em Caruaru, Amauri não movimentava seu negócio milionário no município. A quadrilha dele atuava nas favelas do Veloso e Entra a Pulso, ambas em Boa Viagem, e no bairro de Casa Amarela, no Recife. Além dele, a operação de ontem resultou no cumprimento do mandado de prisão de mais 14 acusados, sendo dois deles irmãos de Amauri, José Assis de Souza e Amaurício Rodrigues de Souza.

Os irmãos viviam em Rio Largo, Alagoas, onde tocavam a concessionária para lavar dinheiro do tráfico. A mulher do líder, Josilane Jéssica da Silva, também estava na mira da polícia, mas foi mantida em casa porque teve um bebê há dez dias.

“Chama a atenção a quantidade de bens obtidos com o tráfico. Mas não adianta só prender. Tem que provocar a asfixia financeira do líder, senão ele volta a liderar o crime de dentro da prisão por conta das falhas na segurança da comunicação nos presídios. Sem dinheiro, eles não conseguem continuar”, pontou o delegado Ícaro Schneider.


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