Meio Ambiente Noronha dá início às ações de conscientização para a proibição de plástico na ilha Decreto proíbe a entrada de vários produtos no arquipélago e restringe o uso e a comercialização de recipientes e embalagens descartáveis

Publicado em: 22/01/2019 13:25 Atualizado em: 22/01/2019 13:34

As normas se aplicam a todos os estabelecimentos e atividades comerciais da ilha, além de moradores e turistas. Foto: Rui Brito/Flickr/Divulgação.
As normas se aplicam a todos os estabelecimentos e atividades comerciais da ilha, além de moradores e turistas. Foto: Rui Brito/Flickr/Divulgação.
Representantes da plataforma de educação ambiental Menos 1 Lixo e da empresa Iônica desembarcaram em Fernando de Noronha para apoiar a ilha na criação de soluções para sensibilizar e engajar todos que vivem e frequentam no arquipélago, com o objetivo de se adequarem ao decreto que proíbe a entrada, comercialização e uso de plásticos descartáveis no santuário natural, publicado em dezembro do ano passado.

O trabalho envolverá todos os setores da sociedade, públicos e privados. O administrador da ilha, Guilherme Rocha, firmou parceria por meio de protocolo de intenções para iniciar os trabalhos de sensibilização entre a administração, as empresas, turistas e a sociedade em geral. "Colocamos em prática a parceira que a gente firmou com a Menos 1 Lixo e a Iônica, duas empresas especialistas nessa questão do meio ambiente e do plástico zero. E que vão nos ajudar muito na conscientização junto a comunidade", disse.

Dois encontros aconteceram no auditório da Atalaia com consultores da plataforma e a da Iônica, representantes da administração, dos bares e restaurantes, empresários e conselheiros distritais. A ideia foi construir um plano de ação com o objetivo de identificar e mapear os principais desafios e oportunidades, dentro de dos eixos temáticos de comunicação e educação. 

A ativista ambiental e defensora da ONU Meio Ambiente e conselheira do Greenpeace Brasil, Fê Cortez, que também faz parte da Menos 1 Lixo, promoveu o workshop intitulado "Um oceano de vida", mostrando a problemática no plástico no planeta, que afeta a vida marinha e terrestre. Em seguida, Úrsula Araújo promoveu atividades interativas entre os participantes. Tudo vai ser incorporado no processo do plano de ação. "A ideia da vinda a Fernando de Noronha é a de implementar e ter um case brasileiro muito distinto de tudo o que a gente tem visto em relação a proibição de plástico e descartável", disse.

Cortez acredita que essa é uma temática muito importante no momento, porque desde que foi publicado o estudo do consumo de plástico descartável, acredita-se que em um futuro próximo o problema pode alcançar níveis nunca pensados. “Se a gente não mudar o consumo de plástico descartável, teremos mais plásticos do que peixes nos oceanos em 2050, a campanha da ONU foi lançada, que é o Mares Limpos, e várias ações estão sendo tomadas para que a gente diminua a quantidade de plástico que chega nos oceanos e para que a gente consiga viver enquanto sociedade de outra maneira”. 

O diretor de inovação e criação da ONG Menos 1 Lixo, Wagner Andrade, disse que a plataforma de educação ambiental tem por objetivo produzir conteúdo para inspirar, sensibilizar e engajar as pessoas no movimento pessoal de transformação no comportamento, no consumo e na relação que as pessoas têm na vida, com o meio ambiente no dia a dia, adotando práticas responsáveis com a vida, com o planeta e gerar impacto positivo.

Para a conselheira distrital de Noronha Marilde Martins a proibição dos descartáveis é fundamental. “É importante não só para Noronha, mas para o planeta. A gente já vem trabalhando a educação sobre o cuidado com o lixo devido as epidemias. Principalmente na ilha, que é um local pequeno, bonito, onde temos esse problema. Então a conscientização é necessária, eu estou aqui para reproduzir o que eu vi nas palestras, com muita esperança de que as pessoas entendam a necessidade da educação em relação ao lixo”. 




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