Prisão Polícia conclui inquérito do latrocínio que matou comissário Tadeu Santana

Publicado em: 21/01/2019 20:18 Atualizado em: 21/01/2019 20:27

Delegado Carlos Couto, da 4ª DPH, anuncia detalhes do inquérito e da prisão do suspeito Johnson. Foto: Divulgação PCPE.
Delegado Carlos Couto, da 4ª DPH, anuncia detalhes do inquérito e da prisão do suspeito Johnson. Foto: Divulgação PCPE.
Após a prisão do terceiro suspeito de participar diretamente na morte do ex-comissário Tadeu José Vicente de Santana, a Polícia Civil de Pernambuco concluiu o inquérito do latrocínio, caracterizado de roubo seguido de morte. O suspeito, identificado como Sandro José de Souza Filho e conhecido como Johnson, de 23 anos, foi o responsável por dirigir o Fiat Palio após os outros dois roubarem o Corolla do comissário, em novembro do ano passado. A prisão se deu no bairro de Jordão Alto, no Recife. Após interrogatório, Johnson confessou participação no crime em detalhes e confirmou quem efetivamente foi o autor do disparo. Os outros dois envolvidos, Emerson José de Lima Lopes e Leandro Carlos do Nascimento, que realizaram a abordagem a Tadeu, já estão presos desde o fim do ano passado. 

“Ao fim das investigações, identificamos sete pessoas envolvidas com esse caso. Cinco respondem a uma ação penal por envolvimento indireto e esses três presos, responsáveis diretos pelo latrocínio consumado do comissário. Sandro José de Souza Filho ficou encarregado de dirigir o veículo Fiat Palio, usado pelos três executores do crime, desde o acompanhamento da vítima, no bairro da Imbiribeira, até San Martin, onde ele foi executado. Sandro recebeu R$ 700 pela participação no crime”, contou o delegado da 4ª Delegacia de Polícia de Homicídios (DPH), Carlos Couto. Tadeu era marido da delegada Beatriz Gibson.

Segundo ele, outras duas pessoas, já identificadas e também réus nessa mesma ação penal, estão respondendo em liberdade por dano qualificado e receptação de veículos. “Com a prisão desses três suspeitos, a Polícia conseguiu chegar à motivação do crime. Houve uma demanda de um presidiário de dentro do Cotel, que encomendou a subtração de um veículo Sedan, de porte médio, especificamente um Honda Civic ou um Toyota Corolla. Leandro, já preso, reuniu uma equipe para fazer esse assalto. O objetivo do crime não era a execução de Tadeu, conforme a Polícia cogitou no início. Mas, durante o assalto, Tadeu reagiu e o Leandro executou os disparos que terminou ocasionando a morte de Tadeu. Quando o caso ganhou repercussão, o Corolla foi levado até o município de Carpina, e duas pessoas foram encarregadas de destruir a prova, que era o veículo do comissário, também por ordens desse mesmo presidiário”, explicou Couto. As duas pessoas que estão soltas já foram identificados e serão ouvidas neste semana. 

Ainda de acordo com o delegado, as investigações apontam que o detento que ordenou o roubo do Corolla queria o veículo para clonagem. “Tudo indica que o carro teria sua placa adulterada e seria revendido como veículo original ou como aqueles que estão em busca e apreensão, que tem um valor reduzido no mercado. Neste momento, não compete à polícia solicitar novo pedido de prisão, até porque o caso está à disposição do Ministério Público de Pernambuco, a quem compete o andamento da ação penal. O processo está na 20ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco”, disse o delegado.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.