confusão Eventos de dança no Centro do Recife terminam em tumultos e arrastões Transeuntes afirmaram ter visto arrastões durante a batalha de passinhos na Avenida Marquês de Olinda

Por: Bettina Novaes Ferraz

Publicado em: 08/01/2019 20:29 Atualizado em: 08/01/2019 20:53

A equipe do Diario flagrou o momento em que a Polícia Militar abordava um grupo de jovens também na Avenida Marquês de Olinda - Foto: Marcela Cintra/DP
A equipe do Diario flagrou o momento em que a Polícia Militar abordava um grupo de jovens também na Avenida Marquês de Olinda - Foto: Marcela Cintra/DP
Desde o último fim de semana, os recifenses que circulam pelo centro da cidade estão se deparando com situações de risco, devido à violência. No sábado (5), vários relatos dão conta de arrastões nos arredores no Parque 13 de Maio. O equipamento de lazer recebia um evento em que jovens se reuniam para batalhas de dança nos ritmos brega e funk, conhecido como Encontro do Passinho. 

Nesta terça-feira (8), um novo encontro foi organizado e, novamente, houve denúncias de tumulto e roubos nos arredores. Desta vez, o evento aconteceu no Marco Zero, Bairro do Recife. A equipe de reportagem do Diario esteve no local e não constatou cenas de violência enquanto o evento era realizado. No entanto, na Avenida Marquês de Olinda, transeuntes afirmaram ter visto arrastões durante a batalha de passinhos, que acontecia a poucos metros dali. 

Ainda na tarde desta terça-feira, a equipe do Diario flagrou o momento em que a Polícia Militar abordava um grupo de jovens também na Avenida Marquês de Olinda. Até o fechamento da reportagem, a PM não respondeu aos questionamentos do Diario sobre como vem monitorando e controlando esses encontros.

Maria Clara Damasceno, 19 anos, mais conhecida como Clara do Passinho, é a organizadora do evento desta terça. Ela repudiou qualquer tipo de violência no encontro promovido por ela. “Não gosto disso. A gente é da favela, mas não podemos ser mal educados”, desabafou a influenciadora digital e dançarina, que conta com mais de 30 mil seguidores no Instagram. “Eu deixei bem claro que não queria esse tipo de coisa”, explicou ela, que fez uma publicação na rede social, confirmando a realização do evento. “Vamos todos curtir o encontro na paz, sem brigas, por favor”, escreveu Clara. 

A dançarina do Selo do Brega e do Mc Lata conta que a ideia do encontro surgiu quando ela atingiu a marca de 10 mil seguidores, ainda no mês de dezembro. O evento foi uma forma de comemorar o alcance da meta. Desde então, o número seguidores mais do que triplicou, o que também influenciou na quantidade de pessoas presentes na reunião desta terça, no Marco Zero. “Tinha muita gente. Não sei dizer quanto. Eu não tenho como ter controle sobre isso porque são pessoas que eu nem conheço”. Ela também aproveitou a ocasião para desmentir os boatos de que a organização ligação com torcidas organizadas. 

O Diario também entrou em contato com a Secretaria de Controle Urbano do Recife. Questionada se a prefeitura estava monitorando esses encontros, uma vez que eles ocorrem em espaços públicos da cidade, a Semog respondeu que a responsabilidade sobre esse controle é da Polícia Militar e que não cabe resposta do órgão municipal. 


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