Meio Ambiente Energia solar será usada para operar sistema de dessalinização em Fernando de Noronha Projeto piloto compensa 70% da energia consumida na unidade do chafariz da Vila do Trinta

Publicado em: 07/01/2019 19:06 Atualizado em: 07/01/2019 19:21

O sistema é composto por placas fotovoltaicas, inversor de frequência solar e acessórios. Foto: Compesa/Divulgação.
O sistema é composto por placas fotovoltaicas, inversor de frequência solar e acessórios. Foto: Compesa/Divulgação.
O chafariz e dessanilizador da Vila do Trinta, em Fernando de Noronha, serão os primeiros locais a contar com um sistema de geração de energia solar fotovoltaica, no arquipélago. Segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), o projeto-piloto tem início na próxima semana e possibilitará o uso de energia renovável e sustentável (derivada do sol, na forma de radiação solar) para o funcionamento da unidade. A previsão é suprir cerca de 70% da energia consumida. O sistema já foi instalado pela Compesa e é composto por placas fotovoltaicas, inversor de frequência solar e acessórios.

O sistema solar instalado no chafariz da Vila do Trinta vai utilizar o princípio de compensação de energia, conforme estabelece as resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O novo sistema solar estará ligado à rede elétrica da Celpe, e poderá exportar o excedente produzido ou consumir a energia gerada - contabilizado por meio de um medidor bidirecional. "Embora seja um ação realizada apenas nesta unidade, a Compesa irá contribuir um pouco para a conservação ambiental de Fernando de Noronha ao reduzir a emissão de CO2", explica o engenheiro eletricista Milton Tavares, coordenador do projeto.

De acordo com Milton Tavares, a companhia já planejou ampliar essa ação para outras unidades operacionais no continente. A previsão é instalar outros dois sistemas solares fotovoltaicos com 75 e 230 kWp, respectivamente, no Reservatório de Perijucã, em Jardim Atlântico, Olinda, e na sede da empresa, que fica no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. Os dois projetos já estão em processo de licitação. "Além disso, a Compesa também está estudando alternativas para desenvolver a geração de energia por meio da modalidade de performance com parceiros", informa o engenheiro.


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