Meio Ambiente Ninho de tartaruga-verde é encontrado em Gaibu Guardas estão fazendo o monitoramento do local para garantir a sobrevivência dos animais

Publicado em: 26/12/2018 16:57 Atualizado em: 26/12/2018 17:13

Área onde o ninho foi encontrado está isolada. Foto: Pedro Batista/Divulgação.
Área onde o ninho foi encontrado está isolada. Foto: Pedro Batista/Divulgação.
Há novos "moradores" na orla da Praia de Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho, Litoral Sul de Pernambuco. Foram encontrados na areia ovos de tartarugas da espécie verde ou aruanã. Nesta quarta-feira (26), a área recebeu hoje uma inspeção feita pela geóloga da Secretaria Executiva de Meio Ambiente do Cabo,  Cleidiane de Lemos. Membros da Guarda Ambiental também participaram da vistoria.

Durante a inspeção, o local foi analisado e foi isolado pelos guarda-vidas. "Estamos fazendo um relatório do ninho e encaminharemos para os órgãos responsáveis", explicou Cleidiane. De acordo com ela, a desova das tartarugas marinhas é comum no período de novembro a março, nas praias de Enseada dos Corais e Paiva. Entretanto, não é comum desova em Gaibu.

Os guarda-vidas estão fazendo o monitoramento do local para garantir a sobrevivência dos animais até o comparecimento de órgãos como o Ibama. O coordenador do grupo de guarda-vidas, Valdo da Silva, orientou que os banhistas tomem cuidado com os ninhos.  "Mesmo a área estando isolada, podem surgir pessoas curiosas que possam tentar fazer algo. Alertamos para não escavar ou mexer na área", destacou.

Tartaruga verde ou aruanã:
Aproximadamente 4,8 mil ninhos da tartaruga são encontrados no Brasil por temporada. Foto: Projeto Tamar/Divulgação.
Aproximadamente 4,8 mil ninhos da tartaruga são encontrados no Brasil por temporada. Foto: Projeto Tamar/Divulgação.

Nome científico: Chelonia mydas

Nomes comuns: Verde ou Aruanã

Status internacional: Ameaçada (classificação da IUCN)

Status no Brasil: Vulnerável

Distribuição: Ocorre nos mares tropicais e subtropicais, em águas costeiras e ao redor das ilhas, sendo frequente a ocorrência de juvenis em águas temperadas.

Habitat: Habitualmente em águas costeiras com muita vegetação (áreas de forrageio), ilhas ou baías onde estão protegidas, sendo raramente avistadas em alto-mar

Tamanho: Até 143cm de comprimento curvilíneo de carapaça

Peso: Média de 160kg

Casco (carapaça): Quatro pares de placas laterais de cor verde ou verde-acinzentado escuro; marrom quando juvenis

Cabeça: Pequena, com um único par de escamas pré-frontais e uma mandíbula serrilhada que facilita a alimentação

Nadadeiras: Anteriores (dianteiras) e posteriores (traseiras) com uma unha visível

Dieta: Varia consideravelmente durante o ciclo de vida: enquanto filhote é uma espécie onívora com tendências carnívoras, tornando-se basicamente herbívora a partir dos 25/35cm de casco

Número de ninhos no Brasil: Aproximadamente 4,8 mil por temporada

Curiosidades: As áreas de desova no Brasil são as Ilhas oceânicas de Trindade, Reserva Biológica do Atol das Rocas e Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha

Fonte: Projeto Tamar


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