Pena Professor norte-americano tem prisão preventiva decretada Segundo a delegada responsável pelo caso, Beatriz Leite, Paul Perron confessou ter mantido relações sexuais com a criança

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 21/12/2018 21:31 Atualizado em: 21/12/2018 22:10

Foto: Polícia Civil
Foto: Polícia Civil
Após audiência de custódia, na tade desta sexta-feira (21), o professor norte-americano, Paul Perron, suspeito de estuprar duas crianças de 11 e 13 anos, teve prisão preventiva decretada. Segundo a delegada responsável pelo caso, Beatriz Leite, o homem confessou ter mantido relações sexuais com a criança. O suspeito foi encaminhado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel).

De acordo com a Polícia Civil, a menina de 11 anos teria informado que foi convidada pela amiga de 13 anos para fazer o programa com o norte-americano. Perron, que mora há um ano e meio no Recife, tinha hábito de levar menores de idade ao flat onde residia. Ao ser questionado sobre ter mantido relações sexuais com as crianças, ele respondeu que acreditava que elas tivessem em média 14 ou 15 anos. 

A expectativa da Polícia Civil é de que as possíveis vítimas denunciem. "Todas aquelas menores de 18 anos que tiverem tido algum tipo de relação sexual com ele, ainda que acreditem terem feito de uma forma voluntária, elas procurem a delegacia" reforçou Beatriz.

Com a prisão preventiva, a polícia espera contar com novos depoimentos para identificar como agia o suspeito. "Pedimos que o responsável e a menor, que tenha passado por isso, nos procure, para que a gente esclareça se há uma rede de pedofilia se existem várias pessoas, agenciadores, como as amizades se iniciavam nas redes sociais", disse a delegada. 

A delegada ressaltou também que menores de 14 anos ainda que tenham feito sexo de forma voluntária, é caracterizado como estupro. A pena para o crime é de oito a quinze anos de prisão. De acordo com Beatriz Leite, uma situação envolvendo adolescentes acima dos 14, é necessário primordialmente identificar se, mesmo que tenha feito sexo de forma voluntária, a adolescente não foi vítima de corrupção de menores. 


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