violência Suspeito de 10 homicídios e tortura contra adolescente é preso em Ipojuca Traficante conhecido como Nino torturava e matava para manter controle do tráfico na região

Publicado em: 20/12/2018 17:15 Atualizado em:

Nino e Feio são acusados de tráfico, tortura, estupro e homicídio - Foto: Polícia Civil/Divulgação
Nino e Feio são acusados de tráfico, tortura, estupro e homicídio - Foto: Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil prendeu, nessa quarta-feira (19), um dos mais principais líderes da organização crimonsa que comanda o tráfico de drogas no Município de Ipojuca, Litoral Sul do estado. Obenilson Miguel da Silva, mais conhecido como Nino, é suspeito de aproximadamente 10 assassinatos, entre eles o duplo homicídio de duas adolescentes, em agosto. As informações foram passadas pela polícia nesta quinta-feira (20). 

De acordo com o delegado Ney Luiz, titular da Delegacia de Ipojuca, Nino também é crime de tortura e estupro de uma menina de 14 anos, além de estar envolvido em três crimes de tentativa de homicídio contra Policiais Militares. "Ele, juntamente com três criminosos torturaram e furaram a língua da adolescente por acreditar que ela estava repassando informações para a polícia", detalha o delegado.

Ainda segundo o titular da Delegacia de Ipojuca, o duplo homicídio das duas adolescentes também teria ocorrido por suspeitas de as jovens estariam passando informações à polícia. "A forma deles controlarem a área era essa. Impondo medo, matando as pessoas, ameaçando e torturando", explica ele. 

Além de Nino, a polícia espera prender o seu comparsa, conhecido como Feio, considerado ainda mais perigoso. Ele é investigado por envolvimento em, ao menos, 20 homicídios, com cinco mandados de prisão em aberto. 

Na semana passada, a Polícia Civil apresentou a prisão de um outro líder do tráfico do mesmo grupo, na região de Ipojuca. Edson Gomes de Melo também era investigado por crimes como homicídios. Além disso, ele teria divulgado um vídeo fazendo ameaças ao prsidente eleito Jair Bolsonaro, portando uma arma. 


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.