SESSÃO Julgamento dos 'Canibais de Garanhuns' será retomado neste sábado Cada um dos três advogados terá uma hora para se pronunciar

Por: Marcionila Teixeira

Publicado em: 14/12/2018 20:53 Atualizado em: 14/12/2018 21:09

Foto: Léo Malafaia/Esp.DP
Foto: Léo Malafaia/Esp.DP
O julgamento dos “Canibais de Garanhuns” foi encerrado às 20h30, com a fala do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e do assistente de acusação Cláudio Cumaru, contratado pela família de umas das vítimas, Gisele. A sessão deve ser retomada amanhã, às 9h, com a defesa dos réus. Cada um dos três advogados terá uma hora para se pronunciar neste sábado. 

O promotor do MPPE André Rabelo teve três horas para fazer a acusação. Usou duas delas. Uma hora ficou para Cumaru. Rabelo apresentou ao júri o laudo feito pelo psiquiatra do hospital de custódia e tratamento psiquiátrico (HCTP), Lamartine Holanda, que não constatou doença mental nos acusados. Ou seja, são imputáveis e podem responder pelos atos criminosos. “O que eles têm é transtorno de personalidade, diferente de doente mental. O que tem aqui é uma seita” , disse o promotor.

Rabelo disse que a seita tinha como objetivo o controle da natalidade. Eles escolhiam mulheres com mais de um filho,  sem marido e que procuravam amparo na religião, pessoas consideradas por eles impuras.

Isabel, disse o promotor, era a responsável por escolher as vítimas. “Depois a mulher era sacrificada embaixo do chuveiro, com faca peixeira, com um corte na jugular, como se fosse um animal, que debatia-se até morrer”.

O promotor descreveu detalhes da prática.  “Segundo Jorge, na cabeça está o cérebro, a razão. Depois arrancavam pés e mãos, onde estavam as impurezas.o coração é o órgão do sentimento é não serve para ser usado, mas o fígado podia ser consumido porque é órgão que filtra o sangue”.

A seita consistia em purificar a carne e o espírito das vítimas, que deviam ser quatro por ano. O promotor lembrou que os acusados também roubavam as vítimas , como cartão de crédito, e iam fazer compras.

“Tenho 2400 júris, 34 anos de carreira, e nunca vi um crime tão macabro. matar para esquartejar, comer, guardar na geladeira e, o mais escabroso, na presença de criança, filha de moça de 17 anos morta pelos três em Olinda”, disse o promotor. Bruna, disse Rabelo, se passava por mãe da criança para cooptar babás que mais tarde seriam vítimas.


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