massacre Pernambuco cobra ações ao Ceará Ao todo, 14 pessoas morreram no confronto entre bandidos e policiais militares do Batalhão de Choque, sendo seis reféns e os demais suspeitos

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 13/12/2018 09:15 Atualizado em:


Pleno.News - 07/12/2018 11h59

Devido a ação dos policiais, bandidos não conseguiram levar o dinheiro. Foto: Reprodução/TV Cariri
Pleno.News - 07/12/2018 11h59 Devido a ação dos policiais, bandidos não conseguiram levar o dinheiro. Foto: Reprodução/TV Cariri
A Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos recebeu, somente ontem, ofício de autoridades do Ceará comunicando sobre medidas tomadas em relação à investigação sobre a morte de cinco reféns pernambucanos da mesma família durante uma tentativa de assalto a banco ocorrido em Milagres, no interior daquele estado, no último dia 7. Ao todo, 14 pessoas morreram no confronto entre bandidos e policiais militares do Batalhão de Choque, sendo seis reféns e os demais suspeitos.

Em ofício, o Ministério Público do Ceará (MPCE) disse ter designado nove promotores de Justiça para acompanhar a apuração das mortes. Já a Controladoria Geral dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará também instaurou procedimento disciplinar para apurar o caso. A Ordem dos Advogados do Brasil – Ceará também foi provocada, na última segunda-feira, pela secretaria estadual, mas ainda não respondeu.

Pedro Eurico disse que, logo após o ocorrido, mandou uma equipe do Centro Estadual de Apoio às Vítimas de Violência da secretaria procurar, em Serra Talhada, a família dos pernambucanos mortos para oferecer ajuda. “Não aceitamos extermínio”, destacou Pedro Eurico. Os 12 policiais militares envolvidos no episódio foram afastados das funções de rua e permanecem em trabalhos administrativos.

O grupo especializado em roubos a bancos vinha sendo investigado por policiais de quatro estados: Sergipe, Alagoas, Bahia e Ceará. Os PMs, inclusive, já sabiam da investida contra a agência de Milagres. Entre os reféns mortos há dois adolescentes, de 13 e 14 anos. Até agora, pelo menos oito pessoas já foram presas.
 


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