Juri Cláudio Amaro passa mal durante julgamento e solicita atendimento médico O réu ainda solicitou atendimento médico durante a sessão. Diferente do primeiro dia de julgamento, Cláudio Amaro estava vestindo um uniforme do Cotel

Por: Mariana Fabrício - Diario de Pernambuco

Publicado em: 11/12/2018 18:25 Atualizado em: 11/12/2018 19:53

Foto: Leo Malafaia/Esp. DP
Foto: Leo Malafaia/Esp. DP
O Juri popular de dois acusados do homicídio do médico Artur Eugênio de Azevedo, previsto para começar às 8h, atrasou duas horas por conta da transferência dos réus, que chegaram com escolta policial na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Jaboatão dos Guararapes. Diferentemente de como se apresentou na segunda-feira, quando foi realizado o primeiro dia da audiência, Cláudio Amaro Júnior vestia um uniforme do Centro de Observação e Triagem em Abreu e Lima (Cotel), o que provocou uma manifestação por parte de sua defesa. O réu ainda solicitou atendimento médico durante a sessão.

Desde a tarde desta terça-feira (11), até o momento, o cirurgião Cláudio Amaro Gomes, acusado de ser o mandante do crime contra o colega e ex-sócio Artur Eugênio, em 2014, está prestando esclarecimentos.

De acordo com o advogado de Cláudio, Bruno Lacerda, houve uma determinação no presídio para que o réu vestisse o uniforme. "Houve uma determinação do estabelecimento prisional para que ele viesse à sessão com o uniforme do Cotel. Com surpresa e perplexidade recebemos essa informação como uma norma interna carcerária", criticou. A defesa continua com a tese de desvincular a participação de Cláudio Amaro Gomes Júnior, condenado a 34 anos e quatro meses de reclusão em 2016, da acusação do pai.

O Ministério Público apresentou um requerimento para exibir parte de uma reportagem sobre o caso publicado no programa Conexão Repórter, do SBT. A defesa solicitou a impugnação da exibição. A juíza Inês Maria de Albuquerque Alves, que presidiu o Juri fez uma pausa para se fundamentar e decidir. 

Durante o julgamento, a defesa de Cláudio Amaro Júnior solicitou ainda um atendimento médico alegando que o réu estava sentindo uma dor no peito. Uma equipe do Fórum de Jaboatão dos Guararapes, onde fio realizado o Juri e o médico Cláudio Lacerda prestou um atendimento durante a pausa dada pela juíza.

"Ele vem atravessando momentos difíceis, emagreceu mais de 20 quilos no cárcere. Ele vem tendo alguns episódios por causa de uma patologia hemocromatose e como não tem sido possível o tratamento do cárcere, ele vem sofrendo consequências", comentou Bruno Lacerda, que chegou a pedir a prisão domiciliar do réu, que não foi acatada.

Para  a família da vítima, o discurso de Cláudio Júnior, prestado no primeiro dia do Juri foi controverso, e há confiança de que o pai dele será condenado. A viúva Carla Azevedo, se emocionou ao falar do luto. O filho do casal completa seis anos hoje.  "Ele vai fazer seis anos. É o quinto aniversário sem o pai. Sem dúvida a gente se desdobra para encharcá-lo de amor, carinho e cuidado. Mas a lacuna que o pai deixa não tem como ocupar. Eu tenho um grande suporte familiar para seguir nessa luta, mas não dá para medir o que é criar o filho sem o pai e ter que explicar porque o pai não está ali. É muito para uma criança conseguir entender", lamentou.


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