homicídio Viúva e pai de Artur Eugênio são ouvidos em primeiro dia de julgamento Artur Eugênio foi assassinado em 2014, após vítima descobrir irregularidades cometidas pelo mandante do crime no Hospital das Clínicas, onde trabalhavam como cirurgiões torácicos

Publicado em: 10/12/2018 17:51 Atualizado em:

Artur Eugênio foi assassinado em 2014 - Foto: Arquivo/DP
Artur Eugênio foi assassinado em 2014 - Foto: Arquivo/DP
Desde a manhã desta segunda-feira (10), testemunhas de acusação e defesa são ouvidas no Fórum de Jaboatão, em decorrência do julgamento de dois acusados pela morte do médico Artur Eugênio de Azevedo Pereira, em maio de 2014. A sessão, que tem previsão de terminar até quarta-feira (12), vai julgar o mandante do crime, Cláudio Amaro Gomes e o intermediário Jailson Duarte César, responsável pela contratação e demais contatos com os executores. 

Testemunhas de acusação, arroladas pelo MPPE, foram ouvidas durante à tarde. A primeira foi a viúva da vítima, Carla Rameri, cujo depoimento durou quase duas horas. Ela se emocionou várias vezes ao falar sobre as relações entre Artur Eugênio e Cláudio Amaro Gomes, que trabalhavam juntos no Hospital das Clínicas e vinham se desentendendo, após Artur descobrir irregularides cometidas por Cláudio.

Em seguida, foi a vez do pai de Artur, Alvino Luiz Pereira, prestar depoimento. Ele contou sobre a infância do filho em Campina Grande, na Paraíba, e sobre como Artur decidiu seguir carreira da Medicina. Ainda segundo Alvino, o filho tinha um temperamento calmo e nunca teve inimigos. 

O pai da vítima também afirmou que não sabia de muitos detalhes da relação do filho com Cláduio Amaro Gomes, mas estava ciente de que Artur vinha enfrentando problemas com o cirurgião torácico, que que teve diploma cassado em abril deste ano. 

A defesa não fez qualquer questionamento às testemunhas de acusação. Os advogados lamentaram a morte precoce do médico, afirmando que esse crime destruiu duas famílias e que esperavam que se fizesse justiça

No momento, Cláudio Amaro Júnior, filho do cirurgião, que também é acusado de participação no homicídio, está prestando depoimento. Ele afirmou que foi o mandante do crime e que, na verdade, tinha mandado "dar uma surra" em Artur, não matar. 

Cláudio Amaro Júnior disse, ainda, que sabia que os executores andavam armados, mas que não sabe porque eles mataram Artur. 

Relembre o caso
Cláudio Amaro Gomes, seu filho Claudio Amaro Gomes Júnior, Lyferson Barbosa da Silva, Flávio Braz de Souza e Jailson Duarte César foram denunciados pelo Ministério Público pela prática de homicídio duplamente qualificado como responsáveis pela morte do Dr. Artur Eugênio de Azevedo Pereira, executado com tiros na cabeça e nas costas na noite do dia 12 de maio de 2014, nas margens da BR-101, próximo a Comportas, em Jaboatão dos Guararapes. Ele foi seguido desde o local de trabalho e abordado quando chegava à sua residência, sendo levado ao local onde foi morto. O carro dele foi incendiado na mesma estrada, já no Recife.

Artur e Cláudio eram cirurgiões torácicos e trabalharam juntos, até Artur descobrir irregularidades cometidas por Cláudio em procedimentos cirúrgicos no Hospital das Clínicas, passando a ser perseguido, situação que se complicou quando Artur passou a se destacar cada vez mais no cenário médico pernambucano.


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