SESI Recife recebe neste domingo último dia de torneio de robótica As três primeiras equipes no ranking geral de pontos receberão um troféu Lego e já estão selecionados para a etapa nacional, que ocorrerá em março de 2019, no Rio de Janeiro

Por: Thatiana Pimentel

Publicado em: 09/12/2018 15:57 Atualizado em: 09/12/2018 16:17

O torneio propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs.
Foto: Divulgação/SESI. (O torneio propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs.
Foto: Divulgação/SESI.)
O torneio propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs. Foto: Divulgação/SESI.
Recife recebe neste domingo o segundo e último dia da etapa regional do Torneio Sesi de Robótica FIRST LEGO League. Ao todo, 400 alunos das redes pública e privada de ensino de todo o estado participam dessa fase. O tema deste ano é Into Orbit (em órbita), e as 42 equipes participantes formadas por estudantes de 9 a 16 anos precisarão mostrar capacidade de inovação, criatividade e raciocínio lógico por meio dos projetos inscritos nas categorias desafio do robô, design do robô, projeto de pesquisa e valores (interação, lideraça, cooperação no trabalho em equipe, etc).  O evento termina às 17h no Ginásio do Departamento de Educação Física da UFRPE, no bairro de Dois Irmãos. As três primeiras equipes no ranking geral de pontos receberão um troféu Lego e já estão selecionados para a etapa nacional, que ocorrerá em março de 2019, no Rio de Janeiro. Por sua vez, os ganhadores da etapa nacional irao disputar as etapas mundiais, que ocorrem na Europa, também em 2019.

Gislene Araújo, coordenadora do campeonato pelo Sesi Pernambuco, afirma que a cada ano mais jovens se inscrevem no desafio. "A robótica é o futuro e aqui estamos desenvolvendo diversas habilidades tanto comportamentais como liderança e trabalho em equipe como estamos reforçando o ensino das escolas em matérias consederadas dificeis como matemática e física", afirma. Segundo ela, além dos três primeiros colocados gerais, cada categoria terá dois destaques. "Na categoria Design do robô, será avaliado o planejamento, projeto e construção do robô; Core Values é onde serão avaliados valores como iniciativa e espírito colaborativo entre os participantes do grupo, no Desafio do Robô, será avaliada a eficácia dos robôs em missões e, no projeto de pesquisa, a base teórica", explica.

A equipe do Sesi Petrolina formada por Angélica Caldeira, Mikali Azevedo, Vitória Ribeiro e Edgad Moises, alunos do 6º, 7º e 9º ano respectivamente, entre outros integrantes, levou a competição um robô exploratório com sensores que podem ajudar a detectar a presença de água e minerais em outros planetas. "Nós usamos sensores, peças LEGO e um coletor para que o robô possa perfurar pequenos buracos em qualquer solo e analisar o que foi encontrado", explica Mikali. De acordo com a jovem, foram seis meses de pesquisa e fabricação. "Foi divertido e ainda apredemos fórmulas matemáticas de uma forma mais fácil e até geografia, porque o tema esse ano é o espaço."

O prazer em construir também foi o principal motivador das estudantes do Sesi Camaragibe Mariana Lima, Ana Beatriz Alves e Tayssa Vitória e sua equipe, todas do 9º ano. "A gente fabricou um robô que possa se locomover para fazer pequenos trabalhos para os astronautas dentro da nave como por exemplo buscar uma garrafa d'água. Com isso, poupamos a saúde e a energia deles enquanto estão fora da terra", esclarece Mariana Lima. Ela afirma ainda que o robô também pode ser usado para ajudar em tarefas aqui mesmo, auxiliando pessoas com dificuldades de locomoção.

Da mesma forma, o projeto da equipe da qual os amigos Demétrio Gabriel, Victor da Silva e Emanuel Henrique, da Escola Jornalista Trajano Chacon, fazem parte também pode se tornar um produto comercializável dentro e fora do planeta. Isso porque eles construíram uma estufa autonoma e intermitente. Dentro da estufa, os meninos montaram um circuito onde é possível controlar luminosidade, ventilação e irrigação apenas com programação e sensores. "Os equipamentos conseguem ver se a luminosidade está alterada e adaptar a luz dentro da estufa, da mesma forma fazem com a ventilzação e a água, utilizando, inclusive, energia solar e água da chuva", explica, orgulhoso, Demétrio.

O torneio


Criado em 1998 pela FIRST em parceria com o Grupo LEGO, o torneio propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO Mindstorm. A competição de robótica pode ser usada no ambiente escolar, mas não é projetada exclusivamente para esse propósito. Reunidos em times de dois a dez integrantes, que podem estar associados a uma escola, um clube, uma organização ou simplesmente ser formado por um grupo de amigos, desde que liderados por dois técnicos adultos, os jovens usam a imaginação e a criatividade para investigar problemas e buscar soluções inovadoras que contribuam para um mundo melhor. No Brasil, o Departamento Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI) é a instituição responsável pela operação oficial da competição. Mais informações:http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/temporada-2018-2019/


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