Justiça Julgamento de acusado de matar médico Arthur Eugênio acontece nesta segunda O ex-médico (teve o diploma cassado pelo Cremepe em abril deste ano) Claudio Amaro Gomes, que seria o mandante do crime, será o primeiro a ser julgado

Publicado em: 07/12/2018 14:35 Atualizado em:

Arthur Eugênio foi morto em maio de 2014. Imagem: Arquivo/DP
Arthur Eugênio foi morto em maio de 2014. Imagem: Arquivo/DP
Começa nesta segunda-feira (10) e pode durar até cinco dias o julgamento de dois acusados pela morte do médico Artur Eugênio de Azevedo Pereira, em maio de 2014. O ex-médico (teve o diploma cassado pelo Cremepe em abril deste ano) Claudio Amaro Gomes, que seria o mandante do crime, e Jailson Duarte César, que seria o intermediário para contratação e demais contatos com os executores, vão ser julgados pelo Tribunal do Juri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes. O despacho da juíza Inês Maria de Albuquerque Alves foi publicado, definido os procedimentos que acontecerão no Fórum de Jaboatão, que fica na BR-101 Sul, na Muribeca.

Claudio Amaro Gomes teve prioridade para ser levado ao banco dos réus, por ser o mais velho entre os acusados, conforme prevê o Estatuto do Idoso e também por responder o processo preso, que é critério para encurtar o caminho para o julgamento, que definirá a sua situação legal.

O advogado Daniel Lima, que defende os interesses da família do médico Artur Eugênio, acredita que desta vez os procedimentos serão levados adiante, pois na marcação anterior, no mês de novembro, alguns recursos da defesa impediram a instalação do Tribunal do Juri.

O caso – Cláudio Amaro Gomes, seu filhos Claudio Amaro Gomes Júnior, Lyferson Barbosa da Silva, Flávio Braz de Souza e Jailson Duarte César foram denunciados pelo Ministério Público pela prática de homicídio duplamente qualificado como responsáveis pela morte do Dr. Artur Eugênio de Azevedo Pereira, executado com tiros na cabeça e nas costas na noite do dia 12 de maio de 2014, nas margens da BR-101, próximo a Comportas, em Jaboatão dos Guararapes. Ele foi seguido desde o local de trabalho e abordado quando chegava à sua residência, sendo levado ao local onde foi morto. O carro dele foi incendiado na mesma estrada, já no Recife.

Artur e Claudio eram cirurgiões torácicos e trabalharam juntos, até Artur descobrir irregularidades cometidas por Cláudio em procedimentos cirúrgicos no Hospital das Clínicas, passando a ser perseguido, situação que se complicou quando Artur passou a se destacar cada vez mais no cenário médico pernambucano.


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