tráfico Pesquisador Eduardo Chianca chega ao Recife após dois anos preso na Rússia Ele foi detido, em agosto de 2016, portando garrafas da Ayahuasca (Santo Daime), no Aeroporto de Moscou.

Publicado em: 06/12/2018 18:39 Atualizado em:

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal
O pesquisador paraibano Eduardo Chianca, 68 anos, chega ao Aeroporto Internacional do Recife, às 21h desta quinta-feira (6), após cumprir dois anos de prisão na Rússia. Ele foi detido, em agosto de 2016, portando garrafas da Ayahuasca (Santo Daime), no Aeroporto de Moscou. 

Chianca foi condenado preso e condenado a seis anos e meio de prisão por tráfico de drogas em território russo. Posteriormente, a sentença foi reduzida a três anos. Sua transferência ao Brasil acontece em função de um acordo bilateral entre os dois países. 

Em setembro deste ano, as autoridades russas autorizaram a transferência do paraibano para cumprir o restante da pena no Brasil. Quando chegar ao Recife, acompanhado por policiais federais de Pernambuco e de Brasília, o professor ficará sob custódia na sede da PF em Pernambuco. Assim será até a audiência na Justiça Federal, na sexta-feira (07), onde vai ser determinado o restante do cumprimento da pena. [

O pedido para cumprir o resto da pena no Brasil foi feito pelo próprio professor, por seus familiares e pelo Ministério de Relações Exteriores.

Santo Daime
De forma tradicional, a bebida conhecida como Santo Daime é utilizada em rituais indígenas. Ainda que tenha uso autorizado no Brasil, em cerimônias religiosas, o Ayahuasca é proibido na Rússia, isso por ter substâncias alucinógenas como a dimetiltriptamina (DMT), considerada ilegal pelas leis Russas. O pesquisador utilizava a bebida em cursos de uma terapia chamada 'Frequência de Luz', ministrados por ele. No tribunal, Chianca alegou não saber da proibição do chá, na Rússia.


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