Transporte Metrô adia integração temporal A medida estava prevista para entrar em vigor no sábado, mas o Consórcio alegou que são necessárias algumas providências para garantir o acesso pleno de cerca de 24 mil usuários que passam pela estação todos os dias

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 06/12/2018 09:01 Atualizado em: 06/12/2018 09:13

Foto: Annaclarice Almeida/DP
Foto: Annaclarice Almeida/DP
A direção do Metrô do Recife decidiu atender o apelo do Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano e adiou para 19 de janeiro o início da integração temporal, que abriga o uso de catracas  com Cartão VEM, na Estação Recife. A medida estava prevista para entrar em vigor no sábado, mas o Consórcio alegou que são necessárias algumas providências para garantir o acesso pleno de cerca de 24 mil usuários que passam pela estação todos os dias. Um dos entraves são os passageiros que usam o sistema com o pagamento em dinheiro, sem o cartão magnético.

As negociações entre as duas empresas se arrastam deste janeiro. Segundo a superintendência do Metrorec, a perda de receita pela entrada irregular de passageiros que driblam a segurança e passam pelos portões da área de embarque e desembarque dos ônibus é de cerca de R$ 200 mil por mês. “Eles (o Grande Consórcio Recife) pediram mais tempo para definir uma matriz de integração e prometeram também melhorar a segurança para diminuir a entrada irregular”, alertou o superintendente do metrô, Leonardo Villar Beltrão.

Em reunião realizada ontem com representantes das duas empresas foi criado um grupo de trabalho para estudar a adequação ao modelo de integração temporal. De acordo com o gerente de operações do Grande Recife, André Melibeu, uma das medidas é que todo usuário da integração terá que usar o cartão eletrônico. “A existência da evasão é um fato. Criamos um grupo de trabalho e serão feitas pesquisas para identificar a origem e o destino do usuário que paga a passagem com dinheiro. Também precisamos saber se para determinadas linhas a integração temporal de duas horas é suficiente”, revelou.

Também serão feitas campanhas para divulgar as mudanças e os pontos para que o usuário possa adquirir o cartão do VEM. “Isso não quer dizer que o dinheiro desaparece por completo. É possível pagar com dinheiro, mas não será possível fazer integração. Quem quiser pagar em dinheiro e precisar integrar terá que pagar outra passagem”, afirmou André Melibeu.

Por enquanto o estudo será apenas para a Estação Recife, onde se acredita haver um número maior de passageiros irregulares, uma média de quatro mil por dia. Das 15 estações integradas do metrô com os ônibus, o modelo já foi implantado em Cavaleiro, que reduziu em 40% a evasão de receita, e Largo da Paz, com queda de 20%. Na integração temporal, o usuário que paga pelo VEM tem até duas horas para usar o metrô, após descer do ônibus. Também é possível pegar um ônibus em qualquer lugar da cidade após descer do metrô. 

O Terminal Integrado do Recife tem seis linhas, dos 24 mil passageiros, 5,3 mil fazem o pagamento em dinheiro e estes ficariam impossibilitados de acessar a catraca do metrô pela falta do cartão VEM. Já os usuários que compram a passagem diretamente nas bilheterias do metrô também não teriam como integrar com as linhas de ônibus. “Eles alegaram que estava havendo radicalismo do metrô em implantar as medidas sem que essas questões estivessem sanadas e concordamos em adiar o prazo”, afirmou Beltrão.


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