análise Segundo CPRH, pacotes misteriosos podem ser materiais utilizados em navios Algumas amostras destes materiais foram coletadas para análise preliminar. A agência acredita que os pacotes podem ser um objeto utilizado para minimizar o impacto dos navios ao cais do Porto

Publicado em: 30/10/2018 17:21 Atualizado em:

Cada pacote pesa cerca de cem quilos. Foto: SEMAB/AMAIG/Divulgação
Cada pacote pesa cerca de cem quilos. Foto: SEMAB/AMAIG/Divulgação
A Agência Estadual de Meio Ambiente - CPRH emitiu nota, nesta terça-feira (30), sobre a análise dos pacotes misteriosos encontrdos em, pelo menos, seis municípios do Litoral pernambucano, entre a última sexta-feira (26) e a tarde de ontem. 

Segundo a CPRH, algumas amostras destes materiais foram coletadas para análise preliminar, sendo constatado que o resíduo se parece com polímero, um tipo de plático ou borracha. A agência acredita, ainda, que os pacotes podem ser um objeto chamado "defensa de portos ou barcos", utilizado para minimizar o impacto dos navios ao cais do Porto. 

Ainda de acordo com a CPRH, Provavelmente este material se encontrava em algum navio em alto mar, podendo ser de um naufrágio ou uma carga de defensas que não tinha mais condição de uso. Após as análise completas, a agência afirma que informará aos municípios o procedimento correto para a destinação desses resíduos. 

A agência solicitou aos órgãos Federais, IBAMA e Capitania dos Portos, auxílio para tentar identificar o responsável sobre a origem deste material. 

Lembre o caso
Quinze pacotes de origem não identificada surgiram entre a noite da última sexta-feira (26) e a tarde desta segunda-feira (29) em pelo menos seis municípios do Litoral pernambucano. Objetos semelhantes foram encontrados no mar de outros estados nordestinos, como Paraíba, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. O material localizado nas praias de Pernambuco serão enviados nesta terça-feira (30) para a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), que deve encaminhar os achados para perícia. Uma análise superficial realizada pelas secretarias de Meio Ambiente de Jaboatão dos Guararapes e de Igarassu aponta que os pacotes, com mais de 100 kg cada, contêm material sintético derivado de petróleo. 


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