Caso Aldeia Julgamento do homicídio do cardiologista Denirson Paes é marcado para dezembro Acusação defende condenação máxima e afirma que caso deve ir a Júri Popular

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 25/10/2018 10:31 Atualizado em: 25/10/2018 11:07

A esposa da vítima e o filho do casal estão presos desde o dia 5 de julho por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Foto: Marlon Diego/Esp.DP (A esposa da vítima e o filho do casal estão presos desde o dia 5 de julho por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Foto: Marlon Diego/Esp.DP)
A esposa da vítima e o filho do casal estão presos desde o dia 5 de julho por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Foto: Marlon Diego/Esp.DP

O início do julgamento da farmacêutica Jussara Rodrigues, de 54 anos e do engenheiro Danilo Paes, 23 anos, suspeitos de matar o médico cardiologista Denirson Paes da Silva, 54, foi marcado para o mês de dezembro. As audiências de instrução acontecem no Fórum de Camaragibe, nos dias 7 e 14, quando serão ouvidas das testemunhas. O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), confirmou as datas sem dar maiores detalhes, já que o processo corre em segredo de justiça.

A esposa da vítima e o filho do casal estão presos desde o dia 5 de julho por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ele está recolhido no Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everaldo Luna (Cotel), em Abreu e Lima. Jussara está detida na Colônia Penal Feminina Bom Pastor, no bairro da Ipatinga.

Com a proximidade da primeira audiência de instrução, o pai de Denirson, o aposentado Francisco Ferreira da Silva, 79, disse que aguarda que a justiça seja feita e que os dois sejam condenados pelo crime. "Minha expectativa é que eles sejam punidos pelos atos que praticaram, porque se não será uma afronta à sociedade", disse.

De acordo com o advogado que atua na acusação, Carlos André Dantas, que está acompanhado o caso desde o início deste mês de outubro, os fatos já estão claros para a condenação diante das confissões de autoria feita por Jussara, ocorrida no mês de setembro, após a conclusão do inquérito policial. A esposa de Denirson informou, em depoimento à polícia que cometeu o crime sozinha, sem a ajuda do filho mais velho, após descobrir uma traição. Segundo a defesa, Jussara teria sofrido agressão por parte do médico.

"A defesa tem argumentado fatos que são estranhos nos autos do processo, alegando uma conduta agressiva da vítima para com a autora do crime como uma forma inútil de sensibilizar a sociedade, alegando que há testemunhas que comprovam isso. No entanto, não tem nexo causal na motivação do crime. Isso foi um fato isolado que aconteceu no passado. Nada justifica o crime", afirmou Dantas.

No dia 4 de julho foram encontrados os primeiros restos mortais de Denirson no poço de um condomínio de luxo em Aldeia.
Foto: Marlon Diego/Esp.DP (No dia 4 de julho foram encontrados os primeiros restos mortais de Denirson no poço de um condomínio de luxo em Aldeia.
Foto: Marlon Diego/Esp.DP)
No dia 4 de julho foram encontrados os primeiros restos mortais de Denirson no poço de um condomínio de luxo em Aldeia. Foto: Marlon Diego/Esp.DP

O criminalista se reune na manhã desta quinta-feira (25), com o promotor Petrônio Barata, no município de Aldeia, onde ocorreu o crime. Segundo ele, a decisão final deve ser dada em Júri Popular. "Vamos alinhar a acusação contra os réus e com certeza pedirá a condenação máxima. A defesa argumenta a ocultação do cadáver, mas ocorreu o crime doloso contra à vida e nesse caso, após a pronúncia do Juiz, o caso irá a Júri Popular", disse Dantas.

No dia 4 de julho foram encontrados os primeiros restos mortais de Denirson no poço de um condomínio de luxo em Aldeia. No dia 20 de junho que Jussara havia registrado Boletim de Ocorrência informando que o marido havia viajado para o exterior e não havia voltado. Desde então, a Polícia Civil começou a investigar o caso através de um mandado de busca e apreensão na residência da vítima. No dia 5 de julho foram cumpridos os mandados de prisão temporária. Em agosto, o Instituto Médico Legal (IML) constatou que o médico foi morto por esganadura e as investigações apontaram como motivação para o crime uma relação extraconjugal mantida por Denirson.


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