Segurança Crime organizado e lavagem de dinheiro na mira da Polícia Civil Nova sede do laboratório é inaugurada nesta quarta (24), enquanto lei que cria o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) está em tramitação na Alepe

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 24/10/2018 11:43 Atualizado em: 24/10/2018 18:40

A Secretaria de Defesa Social (SDS) inaugurou, na manhã desta quarta-feira (24), a nova sede do Laboratório de Combate a Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil de Pernambuco. O equipamento, que faz parte da Diretoria de Inteligência da PCPE (DINTEL), passa a funcionar dentro da Diretoria de Operações Estratégicas da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (SEFAZ-PE), na Rua Imperial, no bairro de São José, com instalações mais amplas e acesso a novas tecnologias. Participaram do ato o secretário da Fazenda, Marcelo Barros, o secretário-executivo da SDS, Humberto Freire, e o chefe da Polícia Civil, Joselito Kherle do Amaral. 

O laboratório é uma importante ferramenta contra a corrupção, podendo localizar o caminho do dinheiro desviado dos cofres públicos e recuperar ativos que são produtos de crime. “A polícia trabalha para combater as mais diversas modalidades delitivas, sobretudo as que desviam recursos do erário público. O Laboratório tem papel importante na desarticulação e descapitalização dessas organizações e associações criminosas”, explica o Chefe da Polícia Civil, Joselito Kherle do Amaral. 

Com um efetivo especializado, recursos tecnológicos de última geração que possibilitam a análise de grande quantidade de dados, gerados por diversas fontes financeiras, o Laboratório de Combate a Lavagem de Dinheiro, poderá identificar com maior agilidade a ocultação e/ou dissimulação de bens e valores, realizados em atividades ilícitas. 

Somente este ano, o Laboratório trabalhou no assessoramento de investigações que desvendaram crimes de corrupção, desvio de dinheiro público, tráfico de drogas, roubo a banco e homicídios. No momento, existem cerca de 50 investigações em curso, coordenados pelo delegado da Inteligência, Izaias Novaes, que gere o Laboratório. 

O termo de cooperação assinado com a Secretaria da Fazenda também irá possibilitar o incremento na investigação dos crimes contra ordem tributária. “O laboratório será um grande aliado no combate à sonegação e contribuirá para uma maior efetividade da execução das dívidas tributárias. Além disso, ele também auxiliará na promoção de um ambiente de negócios mais justo para os contribuintes que atuam dentro da legalidade”, destaca o secretário da Fazenda, Marcelo Barros.

COMBATE AO CRIME ORGANIZADO – O fortalecimento do Laboratório de Combate a Lavagem de Dinheiro é uma das ferramentas previstas na PCPE para conter o crime organizado em Pernambuco. Tramita ainda na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), projeto de Lei que cria o *Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) da Polícia Civil*, com duas Delegacias. A primeira com atuação na Capital e Região Metropolitana e a segunda, com foco nas outras regiões do Estado. 

A criação do DRACO traz a Polícia Civil a especialização necessária para o enfrentamento e repressão às organizações criminosas que desviam e se apropriam de recursos públicos, através da corrupção e outros crimes, como peculato. Essas organizações, que usam meios ilegais para enriquecimento e poder paralelo, ultrapassam as fronteiras entre os Estados, por isso a necessidade de um departamento específico, com capacidade técnica mais ampla e especializada que as atuais unidades existentes hoje na PCPE. 

A criação do DRACO segue uma tendência nacional das Polícias Civis, Departamento com a mesma finalidade já existem em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Rio Grande do Sul e Bahia. 

O novo departamento terá como função planejar e executar ações contra o crime organizado, além de apurar e reprimir crimes de corrupção e outras infrações penais contra a administração pública, o patrimônio, a propriedade imaterial, a fé pública e as cometidas por meios eletrônicos. 

O Departamento une as Delegacias contra a Ordem Tributária (DECCOT), a de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPCRICI), de Polícia Interestadual e Capturas (POLINTER) e o Grupo de Operações Especiais (GOE). 

Até o 2022, outras seis Delegacias, vinculadas ao DRACO, serão criadas: na Zona da Mata Norte, Mata Sul, Agreste Setentrional, Agreste Meridional, Sertão do Moxotó e do Pajeú. 


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