fraude Polícia Civil autua dois restaurantes e uma fábrica por furto de energia Entre as "gambiarras" encontradas pela polícia, uma poderia levar o dono a responder pelo crime de homicídio, caso alguém tentasse pular o muro do estabelecimento.

Publicado em: 18/10/2018 17:22 Atualizado em:

Foto: Polícia Civil/Divulgação
Foto: Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil junto à Celpe (Companhia Energética de Pernambuco) realizou, nessa quarta-feira (17), a segunda etapa da Operação Clandestinus II, que visa inibir a prática ilícita do furto de energia elétrica, praticado por grandes comércios. Os detalhes da investigação foram divulgados, nesta quinta-feira (18) em coletiva de imprensa. 

Desta vez, foram autuados três estabelecimentos comerciais: dois restaurantes e uma fábrica. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Ivaldo Pereira, a polícia encontrou uma "grande quantidade de gambiarra" nesses locais. Entre elas, uma espécie de obstáculo chamado de "cama de gato", que poderia levar o dono a responder pelo crime de homicídio, caso aguém tentasse pular o muro do estabelecimento. "Realmente são ligações clandestinas, coisas amadoras que podem causar um dano à vida de alguém", relata. 

"Ações como essas normalmente são executadas fora de um padrão técnico e podem oferecer riscos tanto para quem executa quanto para quem trabalha nesses estabelecimentos", reforça o Superintendente da Celpe, Carlos Eduardo Soares. Ele também achama a atenção para o prejuízo econômico que isso traz à sociedade, uma vez que as faturas desses estabelecimentos acabam não recolhendo o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Além disso, a conta é dividida por toda a população. Então, clientes que pagam a sua conta em dia acabam sendo penalizados por pessoas que praticam esse tipo de crime. 

Apenas nestes três casos, o prejuízo financeiro chega a R$ 800 mil. "O que representa o fornecimento de um bairro como o Rosarinho durante um mês, com 12 mil residências", explica ainda o Superintendente da Celpe, que afirma que o tempo de fraude da energia desses estabelecimentos está sendo avaliado. 

Os três estabelecimentos tiveram o fornecimento de energia suspenso desde ontem e precisarão procurar a Celpe para o pagamento da multa - que pode ser cobrada até 36 meses. Eles ainda podem pegar pena de 1 a 5 anos de prisão por furto ou estelionato.


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