Justiça Júri de ex-PM, acusado de matar estudante no Ibura, é adiado Pela segunda vez num intervalo de um mês, o julgamento é adiado

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 10/10/2018 10:30 Atualizado em: 10/10/2018 10:39

Parentes e amigos de Mário foram mais uma vez ao fórum e protestaram pelo adiamento. Imagem: Marcionila Teixeira/DP
Parentes e amigos de Mário foram mais uma vez ao fórum e protestaram pelo adiamento. Imagem: Marcionila Teixeira/DP

Pela segunda vez em um mês, o julgamento do ex-sargento da reserva da Polícia Militar, acusado de matar o estudante Mário Andrade de Lima, 14 anos, em 2016, é adiado. Previsto para acontecer na manhã desta quarta-feira (10), o júri popular foi remarcado para o dia 6 de novembro. Agora, o advogado do ex-sargento Luiz Fernando Borges ingressou na última segunda-feira (8) com um pedido para habilitar mais um advogado para acompanhar o caso. Além disso, apresentou um atestado médico, alegando a impossibilidade do comparecimento do seu cliente nos próximos 30 dias por estar operado de uma hérnia. 

Diante do impasse, o Ministério Público de Pernambuco já solicitou a participação da defensoria pública para acompanhar a próxima sessão. Segundo a Justiça, neste caso, o júri pode ocorrer sem a participação do réu.  Nesta quarta, nem o ex-sargento Luiz Borges nem seus advogados estiveram na audiência, que estava marcada para acontecer na 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, no bairro de Joana Bezerra, no Recife. 

No dia 24 do mês passado, o réu Luiz Fernando Borges, que vinha sendo acompanhado pela Defensoria Pública, anunciou que tinha advogado constituído. O último ato do advogado no processo, no entanto, tinha sido o pedido de habeas corpus para o ex-PM. Como ele não se apresentou para fazer as alegações finais, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) acionou a Defensoria. O advogado foi intimado pela Justiça para a nova data do julgamento, marcada nesta quarta, que acabou não acontecendo.

O ex-PM espera a sentença da Justiça no Presídio de Igarassu. É réu confesso e já perdeu a farda de militar após conclusão do Processo Administrativo Disciplinar feito pela Corregedoria da Polícia Militar. O crime aconteceu em 25 de julho de 2016, em uma via importante do Ibura, a Avenida Dois Rios, na periferia do Recife. Mário foi assassinado com três tiros, aos 14 anos. Ele chegou a pedir de joelhos para não ser morto. O homicídio chocou a comunidade. 


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