Crime cibernético Polícia apura agressão em rede social contra apresentadora de TV Anne Barreto foi ameaçada após comentar sobre a prisão dos suspeitos de matarem o advogado Flávio Amorim

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 04/10/2018 10:52 Atualizado em: 04/10/2018 11:12

Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram
A Polícia Civil vai pedir a quebra de sigilo do perfil de um internauta que ameaçou de estupro, via Facebook, a apresentadora da TV Jornal, Anne Barreto. A ameaça foi feita na última segunda-feira (1°), logo após a jornalista comentar sobre a prisão dos suspeitos de assassinarem o advogado Flávio Mendes Amorim, 47, no domingo (30/9). Durante a transmissão do programa, apresentado ao meio-dia, Anne se referiu aos dois homens presos como suspeitos, conforme determina a legislação. Logo após, ocorreram os ataques pelo Facebook: "Se você chamar bandido de suspeito, te estupro". 

Na última quarta-feira (3), a direção da TV Jornal prestou queixa junto à delegacia de Crimes Cibernéticos. A diretora da TV e Rádio Jornal, Beatriz Ivo, esteve com o delegado Derivaldo Falcão, que vai investigar o caso. O inquérito foi aberto e a polícia deverá ouvir, nos próximos dias, o depoimento da jornalista Anne Barreto para fundamentar a quebra de sigilo na rede social, perante à Justiça. O Facebook alegou que só repassa as informações por determinação judicial. Mas informou que o perfil da pessoa que ameaçou a apresentadora já foi removido por violar os padrões da rede.

O delegado Derivaldo Falcão comentou que mesmo o nome e perfil da fotos sejam falsas, há como rastrear e identificar de onde partiu a ameaça e quem criou o texto. "Essa pessoa, com certeza, será chamada para prestar depoimento. E responderá por crime de ameaça, com pena prevista de seis meses de prisão", adiantou o policial.

Depois de prestar a queixa, a diretora Beatriz Ivo reafirmou a defesa do jornalismo sério e comprometido com a democracia, feito pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. "A ameaça rece duplo objetivo: intimidar o trabalho do profissional de comunicação e agredir a jornalista, pela sua condição de mulher. Não vão nos intimidar. Acreditamos no trabalho da Polícia e da Justiça. Essas agressões precisam ser punidas com rigor" disse. 


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