Avaliação UFPE entre as 10 melhores do país no Ranking da Universitário Folha (RUF) 2018 Com nota geral 90,34, a Universidade subiu da 11ª posição em 2017 para a 10ª este ano

Publicado em: 02/10/2018 14:30 Atualizado em: 02/10/2018 14:35

Imagem: UFPE/Divulgação
Imagem: UFPE/Divulgação
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) é uma das dez melhores instituições de ensino superior do Brasil, de acordo com o Ranking Universitário Folha (RUF) 2018, publicado nesta segunda (1º). Com nota geral 90,34, a Universidade subiu da 11ª posição em 2017 para a 10ª este ano, sendo a única do Norte e Nordeste do Brasil a figurar nas dez mais bem conceituadas.

O Ranking Universitário Folha (RUF) é uma avaliação anual do ensino superior do Brasil feita pelo Jornal Folha de S.Paulo desde o ano 2012, que avalia universidades, centros universitários e faculdades, além de cursos. Foram avaliadas 196 universidades brasileiras, públicas e privadas, a partir de cinco indicadores: ensino (peso 32), pesquisa (peso 42), mercado (peso 18), inovação (peso 4) e internacionalização (peso 4).

“A UFPE manteve a posição nos indicadores de pesquisa (17º) e mercado (9º), perdeu uma posição em ensino (foi de 11º para 12º) e ganhou três posições em internacionalização (foi de 26º para 23º) e duas em inovação (foi de 11º para 9º)”, explicou a diretora de Avaliação Institucional e Planejamento (DAP) da Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças (Proplan), professora Maria Cristina Falcão Raposo.

“Em meio a um cenário de grandes dificuldades financeiras nos últimos anos, nosso corpo docente e técnico tem trabalhado intensamente para estarmos entre as dez melhores do Brasil”, afirmou o reitor Anísio Brasileiro. Ele destacou o padrão elevado de publicações nacionais e internacionais, as parcerias estratégicas com empresas na área de inovação e a cooperação da UFPE em pesquisas com algumas das melhores universidades do mundo.

CURSOS - Quanto aos 35 cursos de graduação avaliados, 14 estão entre os 10 melhores do país: Biomedicina (8º), Ciências Contábeis (9º), Computação (6º), Direito (7º), Engenharia Civil (8º), Engenharia de Controle e Automação (10º), Engenharia de Produção (9º), Física (9º), Fisioterapia (8º), Nutrição (9º), Pedagogia (8º), Psicologia (9º), Serviço Social (2º) e Turismo (3º). Confira a avaliação de todos os cursos da UFPE.

No ano passado, 11 cursos estavam entre os 10 melhores, o que significa que o índice subiu de 33,3% em 2017 para 40% em 2018. Os indicadores levam em conta o ensino (peso 64) e o mercado (peso 36). O primeiro engloba avaliadores do MEC, professores com doutorado e mestrado, professores em dedicação integral e parcial e nota no Enade. Já o segundo se baseia em pesquisa da Datafolha com profissionais de Recursos Humanos.

INTERNACIONAL - O Times Higher Education (THE), entidade de avaliação da educação superior global, divulgou na quarta-feira (26) seu novo ranking global de universidades para 2019, no qual a UFPE ficou na posição 16 entre as universidades brasileiras, cinco posições a menos que na edição anterior. Com relação à posição internacional, a UFPE agora figura na posição 1001+ e se encontrava na faixa 801-1000 na edição anterior.

O THE avalia cinco dimensões que produzem um total de treze indicadores, e os resultados revelam que a UFPE melhorou nas dimensões ensino (de 23,2 em 2018 para 23,6 em 2019) e visibilidade internacional (de 20,4 para 21,4), mas diminuiu nas dimensões pesquisa (de 9,1 para 8,9), citação (de 14,6 para 14,1) e receita da indústria por transferência de conhecimento (de 47,0 para 36,7).

“O resultado também é positivo”, disse o reitor Anísio Brasileiro. “A Universidade está presente no cenário internacional e ficou na posição 16 entre as 36 do Brasil que estão na lista das melhores do mundo”, ressaltou.

São incluídas no ranking instituições com aulas de graduação que tenham produzido no mínimo 1 mil artigos científicos (indexados na base Scopus, da Elsevier) nos últimos cinco anos, sendo que nenhum destes tenha produção de menos de 150 artigos indexados. Uma universidade que tenha mais de 80% da sua atividade concentrada em apenas uma das 11 áreas de trabalho avaliadas é excluída da avaliação.


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