Diario Urbano A volta da sífilis em Pernambuco Os registros da doença aumentaram nos últimos anos, elevando o alerta da Secretaria Estadual de Saúde. No estado, os casos quase triplicaram em três anos

Por: Jailson da Paz

Publicado em: 02/10/2018 08:04 Atualizado em: 02/10/2018 09:00

Foto: Divulgação PMCG
Foto: Divulgação PMCG
Em pleno século 21, falar de sífilis parece algo fora de lugar para as gerações mais novas, bombardeadas por informações relacionadas à Aids. Infelizmente não é. Os registros da doença aumentaram nos últimos anos, elevando o alerta da Secretaria Estadual de Saúde, que ontem realizou seminário específico para profissionais de saúde bucal ligados ao SUS. No estado, os casos quase triplicaram em três anos. O percentual foi de 152% se comparado 2014 a 2015 e de 103%,  de 2015 a 2016. E o pior, a doença, um dos males sexualmente transmissíveis mais antigos do mundo, continua deixando sequelas graves e matando. Relatório do Ministério da Saúde indica que 207 pessoas morreram vítimas da doença, no estado, de 1998 a 2016, quando se anotou 15 mortes. Entre as vítimas, crianças, contaminadas pelas mães. A taxa de mortalidade infantil por sífilis congênita em 2016 no foi de 10,3 por 100 mil nascidos vivos em Pernambuco, superior a média nacional e atrás somente às taxas do Acre, do Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro. Portanto, seminários como os de ontem são indispensáveis.

Remédio esperado

Está batendo o desespero em transplantados que dependem de medicamentos da Farmácia do Estado para evitar a rejeição dos órgãos. Faltam alguns remédios desde a semana passada e não se tem a quem recorrer. A caixa de um deles custa mais de R$ 1 mil. 

Quatorze vezes

Uma, duas, três… quatorze vezes Maria de Lourdes da Silva ligou para a central de marcação de consultas e exames da Fundação Altino Ventura. Em cada um dos telefones, ela ouviu a mensagem para ligar em outro dia. Foi ligando e nada conseguiu. 

Persistir é preciso

A persistência de Maria de Lourdes, que não se deu por vencida, resume o estado da rede de saúde. Moradora de Tacaratu, no Sertão, ela tenta marcar consultas e exames oftalmológicos para vizinhos e parentes, pois o município não oferece os serviços. 

Resíduo hospitalar

Apesar da crise, a quantidade de resíduos gerados pelos serviços de saúde permaneceu praticamente estável se comparados 2016 e 2017. Foram 3.385 toneladas no ano passado, segundo o Panorama de Resíduos Sólidos do Brasil, enquanto em 2016 foram 3.384.   

Obeliscos do Sancho

Em matéria de “obeliscos”, brincam moradores de Rua Aprígio Guimarães, no Sancho, não se pode reclamar. Seriam três. Improvisados, é verdade. Mas chamam atenção por estarem juntinhos em uma das calçadas e por serem ponto de despejo de lixo.

Frutos da Agamenon

Os canteiros da Avenida Agamenon Magalhães, nas proximidades das ruas Dr. Leopoldo Lins e Monte Castelo, na Boa Vista, viraram um pomar para quem gosta de tamarindo. Com as árvores carregadas de frutos, teve gente ontem enchendo mãos e sacolas.

Barragem do Cajueiro

As mudanças climáticas e expansão urbana acenderam o alerta em Garanhuns. Depois da arborização das matas ciliares de pequenas nascentes, no ano passado, pelo município, a Compesa investiu na Barragem do Cajueiro. Quinhentas árvores foram plantadas.

Mil surdos

Das 23 mil pessoas esperadas para o congresso das Testemunhas de Jeová, de 12 a 14 deste mês, cerca de mil são surdas. Para atender o grupo, o congresso, realizado em 180 países, montará um palco exclusivo, com uma programação em Libras. 


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