Ideciclo 2018 Pesquisa mapeia melhores e piores rotas cicláveis da Região Metropolitana do Recife Índice de Desenvolvimento Cicloviário aponta a situação da ciclomobilidade dos 17 municípios que fazem a RMR

Por: Mariana Fabrício - Diario de Pernambuco

Publicado em: 28/09/2018 09:29 Atualizado em: 28/09/2018 09:43

De acordo com a Ameciclo, o objetivo é que esse estudo sirva de parâmetro para a criação de projetos cicloviários nas cidades. 
Foto: Nando Chiappetta/DP. (De acordo com a Ameciclo, o objetivo é que esse estudo sirva de parâmetro para a criação de projetos cicloviários nas cidades. 
Foto: Nando Chiappetta/DP.)
De acordo com a Ameciclo, o objetivo é que esse estudo sirva de parâmetro para a criação de projetos cicloviários nas cidades. Foto: Nando Chiappetta/DP.

Uma pesquisa desenvolvida pela Associação Metropolitana de Ciclistas do Recife (Ameciclo), fez um retrato da condição cicloviária da Região Metropolitana do Recife (RMR). Os resultados foram apresentados na noite de ontem. O Índice de Desenvolvimento Cicloviário (Ideciclo) 2018 apontou que o melhor resultado foi obtido pela cidade de Olinda, que tem a melhor estrutura das ciclovias, de acordo com os critérios avaliados pelo grupo. O Recife apresentou uma melhora tímida em relação a 2016, quando o avaliador foi publicado pela primeira vez.

Entre as ciclovias mais bem avaliadas estão a da Praça da República, no bairro de Santo Antônio (média 8,7), da Rua Senador Alberto Pasqualini, na Estância (média 8,6) e da Avenida Prefeito Artur Lima Cavalcanti, em Santo Amaro (média 8,4). Todas apresentam as melhores condições de pavimentação, sinalização, além de terem menos riscos e obstáculos. Destacaram-se entre as piores vias para os ciclistas trafegarem a Rua Paula Batista, no bairro de Casa Amarela, que obteve média 3,5, a Avenida Norte, com média 3,6 e a Avenida Dr. Joaquim Nabuco e Pan Nordestina, em Olinda, com média 4,0. De acordo com Daniel Valença, os principais problemas percebidos foram as condições da pintura, do pavimento, sinalizações verticais e horizontal e a presença de obstáculos.    

Para classificar a ciclomobilidade de sete municípios da Região Metropolitana do Recife foram considerados 17 critérios relacionados à segurança e ao conforto. Entre eles, sinalizações horizontal e vertical, sombreamento, situações de risco, largura e obstáculos, por exemplo. A pesquisa foi realizada por oito avaliadores integrantes da Ameciclo que traçaram um comparativo entre as estruturas implementadas recentemente e já avaliadas em 2016.

O Recife saiu da média 0,059 para 0,079 neste ano. Se o Plano Diretor Cicloviário do Recife já estivesse implementado por completo, com mais de 227 quilômetros em ciclovias, 4 quilômetros de ciclofaixas e 18 quilômetros de ciclorrotas, a média subiria para 0,579. De acordo com a Ameciclo, o objetivo é que esse estudo sirva de parâmetro para a criação de projetos cicloviários nas cidades, levando em consideração as necessidades apontadas pelos usuários e mantendo os bons resultados apresentados.

A pesquisa apontou melhoria na pintura e na sinalização das rotas cicláveis.
Foto: Roberto Ramos/DP. (A pesquisa apontou melhoria na pintura e na sinalização das rotas cicláveis.
Foto: Roberto Ramos/DP.)
A pesquisa apontou melhoria na pintura e na sinalização das rotas cicláveis. Foto: Roberto Ramos/DP.

“Esse índice foi incluído no diagnóstico do Plano de Mobilidade do Recife e vai ser adotado em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. Nosso objetivo é fazer uma avaliação da estrutura cicloviária para comparar a evolução da infraestrutura entre cidades para tentar descobrir porque algumas cidades são mais cicláveis do que outras”, comentou o coordenador da Ameciclo, Daniel Valença.

Entre as piores avaliações está o controle de velocidade, que teve índice 4,1, demonstrando que existe a presença das ciclovias em vias sem radares ou lombadas eletrônicas, por exemplo. Já a sinalização apresentou uma melhora de modo geral, já que houve um aumento em relação às pinturas de cruzamento em vermelho, que serve para alertar motoristas sobre a presença de ciclistas.

CONCURSO
Para melhorar a estrutura das 10 piores ciclovias da RMR, foi lançado um concurso de ideias urbanísticas entre estudantes de arquitetura e urbanismo. As três melhores propostas serão premiadas em R$ 500, R$ 300 e R$ 200 para os três primeiros lugares, respectivamente. As inscrições começaram e o resultado será divulgado no Dia Mundial de Memória das Vítimas de Trânsito, comemorado em 18 de novembro.

“É muito importante que vários setores trabalhem em conjunto elaborando melhores soluções entendendo quais são as necessidades dos usuários de bicicleta e a sociedade como um todo. Então estamos convocando estudantes para colaborar propondo melhorias”, comentou Daniel.

Rede cicloviária da Região Metropolitana

As 10 melhores estruturas

Avenida General San Martin/Rua Silvio da Cunha Santos (San Martin, Recife) - Média 7,7
Rua da Aurora (Recife) - Média 7,8
Avenida Presidente Kennedy (Olinda) - Média 7,8
Rota dos Coqueiros (Cabo de Santo Agostinho - Média 8,0
Avenida Via Mangue (Recife) - Média 8,0
Ciclovia das Torres Gêmeas (Santo Antônio, Recife) - Média 8,1
Rua do Canal (Jaboatão dos Guararapes) - Média 8,2
Avenida Prefeito Artur Lima Cavalcanti (Santo Amaro, Recife) - Média 8,4
Rua Senador Alberto Pasqualini (Estância, Recife) - Média 8,6
Praça da República (Santo Antônio, Recife) - Média 8,7

As 10 piores estruturas 

Rua Paula Batista (Casa Amarela, Recife) - Média 3,5
Avenida Norte (Recife) - Média 3,6
Av. Dr. Joaquim Nabuco e Pan Nordestina (Olinda) - Média 4,0
PE 15 (Paulista) - Média 4,0
Rua Comendador Franco Ferreira (Casa Amarela, Recife) - Média 4,2
Rua Mauriceia (Iputinga, Recife) - Média 4,3
Avenida Beira Mar (Jaboatão dos Guararapes) - Média 4,5
Rua Padre Roma (Tamarineira) - Média 4,6
Rua Vinte e Um de Abril (Afogados) - Média 4,7
Estrada do Encanamento (Parnamirim/Casa Forte) – Média 4,8


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