DP nos Bairros Obras da 2ª etapa do Parque Capibaribe começam em fevereiro O serviço está orçado em R# 35 milhões. A primeira etapa da urbanização do Rio Capibaribe, o Jardim do Baobá é um espaço especial de convivência

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 28/09/2018 08:10 Atualizado em: 28/09/2018 09:40

Antes da urbanização o Baobá ficava escondido e o rio também não era acessível. Foto: Leo Malafaia/Esp. DP
Antes da urbanização o Baobá ficava escondido e o rio também não era acessível. Foto: Leo Malafaia/Esp. DP
Fevereiro do ano que vem. Esse é o novo prazo da Prefeitura do Recife (PCR) para a retomada das obras da segunda etapa do projeto Parque Capibaribe. O trecho abrange quase um quilômetro de extensão, entre as pontes da Torre e da Capunga, a Via-parque Graças. A primeira empresa deixou o contrato em junho e o município precisou fazer outra licitação. O documento será publicado na primeira quinzena do mês que vem. A previsão é concluir as obras dentro de 18 meses, ou seja, em agosto de 2020. A primeira etapa do projeto é o Jardim do Baobá, um espaço querido dos moradores da capital, aberto há dois anos.

Com a saída da primeira empresa do contrato, a Autarquia de Urbanização do Recife (URB) e o Inciti - pesquisa e inovação para as cidades, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), aprofundaram estudos para fazer uma licitação com mais segurança. Depois de publicada, em 13 de agosto, surgiram questionamentos de empresas interessadas e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Os pontos foram esclarecidos e o material está pronto para ser lançado. Desta vez com algumas mudanças.

As duas passarelas sobre as pontes da Torre e da Capunga, por exemplo, foram suprimidas da segunda licitação. O número de praças saltou de duas para três. O mesmo aconteceu com o playground - que era um e agora serão dois – e com as áreas destinadas ao piquenique - que passaram de três para cinco. Outra novidade é a relocação da estação de tratamento da Compesa (no encontro da Beira Rio com a Rua das Pernambucanas), a instalação de um parque para cães, o ParCão, e de uma rampa dividida em três partes articuladas que permitem acessibilidade e descem e sobem de acordo com a maré, sempre com a inclinação exigida por lei, de 8,33%. A segunda licitação está orçada em R$ 35 milhões, recursos garantidos pelo Ministério das Cidades.

Enquanto o segundo trecho não fica pronto, os recifenses contemplam o Jardim do Baobá, com 100 metros, nas Graças. Antes o local era isolado por um muro rente à árvore, que tem 15 metros de altura. “Imagine se o lugar fosse cercado de prédios? Hoje é um ambiente diferente no Recife. Tem o baobá, tem o rio. Tudo isso gerou um espaço meio mágico”, define Luiz Vieira, arquiteto paisagista, professor da UFPE e um dos coordenadores do projeto pelo Inciti. O jardineiro Valdeci de Lima é o responsável pelos cuidados com o lugar. Ele tem atenção especial com o baobá. “Não deixo riscar a árvore porque isso a mata aos poucos. Vocês devem abraçar o baobá, meditar, sugar energias boas dele”, ensina.

Beatriz Câmara, 21 e o namorado, Pedro Atrock, 24, costumam ir ao jardim para conversar. “É um lugar difícil de encontrar no resto da cidade, perto da natureza”, diz a universitária. O casal também costuma fazer o passeio no rio ofertado por barqueiros. Marcela Cabral, 32, e Wellington Souza, 40, foram ao lugar pela primeira vez esta semana. “Achei um refúgio lindo. Só não gostei porque as pessoas jogam lixo nas águas”, disse ele. O projeto inteiro do Parque Capibaribe propõe parques integrados ao longo de 30 quilômetros das duas margens do Rio Capibaribe, beneficiando principalmente pedestres e ciclistas. A ideia é fazer as pessoas redescobrirem o rio com o uso de áreas de lazer. A intervenção substitui um projeto da década de 1990, que previa quatro faixas para carros. “No século 18, o rio era nosso mar”, disse Rúbia Campelo, diretora de  Projetos da URB.


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