Patrimônio Cultural Terreiro Ilê Obá Ogunté Sítio Pai Adão recebe proteção do Iphan Decisão foi anunciada na última quinta-feira (20), durante reunião do colegiado no Forte de Copacabana-RJ

Publicado em: 21/09/2018 09:07 Atualizado em: 21/09/2018 09:09

Imagem: Iphan/Divulgação
Imagem: Iphan/Divulgação

Por unânimidade, o Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) concedeu o títuto de Patrimônio Cultural do Brasil ao terreiro Ilê Obá Ogunté Sítio de Pai Adão, no Recife. Localizado no bairro de Água Fria, o terreiro de Xangó foi fundado em 1875 pela nigeriana Ifátinuké, conhecida no país como Inês Joaquina da Costa ou tia Inês. O lugar é considerado um dos primeiros em Pernambuco. A decisão foi anunciada na última quinta-feira (20), durante reunião do colegiado no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

O Terreiro Ilê Obá Ogunté Sítio Pai Adão teria sido fundado em 1875 por Ifátinuké, que também atendia pelo nome Inês Joaquina da Costa, ou Tia Inês, uma nigeriana originária da cidade de Oyó, que veio para Pernambuco junto com seu companheiro João Otolú e outros negros africanos. Ao comprarem as terras onde hoje se encontra o terreiro, deram origem à casa de culto, inicialmente chamada de Obá Omi, que segundo o sacerdote atual, Manoel Papai, também significa Iemanjá.

O Sítio Pai Adão recebe este nome em homenagem a um de seus sacerdotes. Pai Adão foi um dos maiores propagadores do nagô pelo Recife (PE) ajudando a fundar outros terreiros e tornando-se referência na cidade. Em função disso, Pai Adão gozava de grande estima e respeito da parte dos intelectuais que se pesquisavam sobre os Xangôs de Pernambuco.


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