Educação Polo de tecnologia no Recife capacitará refugiados venezuelanos em Pernambuco Aula inaugural acontece nesta quarta em Apipucos

Publicado em: 19/09/2018 10:19 Atualizado em:

Ação pioneira no país, refugiados venezuelanos residentes em Pernambuco vão integrar a primeira turma de Qualificação para o Trabalho em Tecnologia do Polo de Formação e Reuso de Eletroeletrônico do Nordeste. Em parceria com a ONG Aldeia Infantis (OIA), a entidade vai reunir 30 imigrantes para aula-inaugural nesta quarta-feira (19), a partir das 9h, no bairro de Apipucos, no Recife. A iniciativa integra a III Agenda de Impacto Socioambiental de Pernambuco. 

“O Polo atua na formação gratuita para pessoas de baixa renda e pretende com esse curso contribuir de forma concreta na formação dos refugiados na área de tecnologia, setor onde temos muita expertise, ajudando na causa humanitária ao investir na qualificação para o mercado de trabalho com foco na metareciclagem”, explica o Consultor em Gestão do Polo de Inovação, Sávio França.

Na programação da III Agenda Socioambiental de Pernambuco serão inaugurados mais oito ecopontos de descarte de lixo eletrônico no Recife e serão entregues 66 kits de computadores a organizações sociais de Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Gravatá, Garanhuns e Serra Talhada, em Pernambuco, e na cidade de Arapiraca, em Alagoas. 

Com essa ação, o Polo, que é referência no mercado de logística reversa de equipamentos eletroeletrônicos, alcança o número de 100 computadores doados. Além disso, novas turmas serão formadas em parceria com a ONG Comunidade Boa Nova (Jaboatão do Guararapes), ONG Aldeias Infantis (Igarassu) e Centro Social Dom João Costa (Recife), gerando ao todo 130 vagas para cursos. 

Estarão presentes no evento o Instituto de Economia Circular (IEC), Fundação Banco do Brasil (FBB), Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP), Comunidade Católica Boa Nova (CCBN), ONG Aldeias Infantis (OAI). “A agenda tem o compromisso de promover e estimular o descarte correto de equipamentos pós consumo, passíveis de serem restaurados, remanufaturados para posteriormente serem doados para entidades sem fins lucrativos e ONGs que trabalham com inclusão digital ou com atividades sócio produtiva”, ressalta França. 


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