Vida Urbana

Equipe de Zoologia da UFPE encontra nova espécie de sapo na Chapada do Araripe

O anfíbio, de três a cinco centímetros de comprimento, apresenta, a partir de análise do DNA e da morfologia externa, características familiares aos sapos amazônicos

Imagem: UFPE/Divulgação

O anfíbio, de três a cinco centímetros de comprimento, apresenta, a partir de análise do DNA e da morfologia externa, características familiares aos sapos amazônicos; parentesco esse “que evidencia um passado em que a Floresta Amazônica se estendia até região do Araripe”, segundo o professor do curso de Ciências Biológicas e líder do Laboratório de Herpetologia da UFPE, Pedro Nunes. Foi durante duas expedições de campo com alunos das suas disciplinas de graduação (Chordata 2 e Biologia Animal 3) que Nunes e equipe encontraram parte dos espécimes usados para identificação e descoberta da nova espécie.

UFPE/Divulgação

“Ao possibilitar que se identifiquem seus hábitos, a descoberta e a catalogação de uma espécie nova viabilizam estudos de várias áreas do conhecimento, e permitem, por exemplo, que se verifique a importância de uma região e se decida por defini-la como área de proteção”, afirma Nunes, que reforça: “Todo e qualquer animal é insubstituível no ciclo ambiental, seja para suas presas, seja para seus predadores.”

Destino: coleção conta com mais de mil exemplares

UFPE/Divulgação

O acervo da CH-UFPE é acessado por pesquisadores da própria UFPE e de outras instituições de ensino e pesquisa do país, através de visitas técnicas e empréstimos interinstitucionais, além de servir como instituição depositária do material fruto de trabalhos de análise de impacto ambiental e monitoramento da fauna silvestre, associados a empreendimentos da construção civil. 

A coleta dos animais na Chapada do Araripe, que culminou com a introdução de um novo exemplar na Coleção, se deu em expedições didáticas nos meses de dezembro de 2014 e outubro de 2015. Após o exame para identificação realizado pela professora e orientadora na Pós em Biologia Animal na UFMS, Sarah Mângia, seis exemplares dos animais estão conservados em álcool na Coleção Herpetológica da UFPE, entre  machos, fêmeas e jovens. “Essa diversidade permite compreender as variações dentro de uma mesma espécie”, explica o professor Pedro Nunes.

Leia a notícia no Diario de Pernambuco
Loading ...