Aprendizado Projeto promove aula pública sobre ditadura militar neste domingo Projeto História ao Ar Livre chega à décima edição com o objetivo de promover aulas no espaço público

Por: Júlia Galvão

Publicado em: 31/08/2018 21:40 Atualizado em: 31/08/2018 21:46

Foto: Diana Duque/Divulgação.
Foto: Diana Duque/Divulgação.
Chegando à décima edição, o projeto História Ao Ar Livre realiza, neste domingo (2), uma aula pública sobre o tema: “Histórias que não devem ser esquecidas: 1964 a 1985”. O cenário para a abordagem será o Monumento Tortura Nunca Mais, na Rua da Aurora, a partir das 15h. 

Às margens do Capibaribe, o monumento foi o primeiro a ser construído no Brasil em homenagem aos mortos e desaparecidos políticos durante o regime militar. Utilizando desse contexto simbólico, os idealizadores do projeto Luiz Paulo Ferraz, Rodrigo Bione e o professor convidado da Universidade Federal Fluminense (UFF) Paulo César Gomes sugerem ao público a experiência de vivenciar um formato diferente de aula. 

Com banquinhos, microfones e violões, os professores vão discutir questões relacionadas à ditadura militar, como a  participação dos Estados Unidos no golpe, o apoio de setores da Igreja Católica, o anticomunismo, o milagre econômico e a prática de corrupção. “Vamos tratar de algumas visões míticas que permeiam certas memórias criadas sobre esse passado, que é um dos temas mais investigados por pesquisadores brasileiros. Ainda assim, alguns setores têm menosprezado evidências históricas inquestionáveis sobre as atrocidades cometidas pelo Estado brasileiro no período”, explica o professor Paulo César Gomes. 

O evento deste domingo também contará com a participação do professor do Departamento de História da UFPE, Antônio Paulo Rezende; do jornalista Luiz Felipe Campos, autor do livro O massacre da granja São Bento; dos professores Pedro Simas (História), Júlia Ribeiro (História) e Ian Uchôa (Geografia), além de outros convidados. 

Desde 2015, o História ao Ar Livre passou por espaços como o Dona Lindu, o Parque da Jaqueira, o Cais José Estelita, a Praça do Derby, o Parque 13 de Maio e a Praça de Casa Forte mergulhando em temas como Maio de 68, História de Pernambuco, História da Música e História das Mulheres. “Nosso objetivo é levar o ensino de História aos espaços públicos, numa perspectiva de aula mais abrangente, dinâmica e lúdica, com o uso de música e poesias”, destaca Luiz Paulo Ferraz, mestre em História pela Universidade Federal de Pernambuco. “Queremos que os participantes sejam parte da história de cada um desses locais e interajam com as pessoas que dão vida a esses espaços”, complementa o historiador Rodrigo Bione.


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