Desocupação Famílias deixam área do Túnel Augusto Lucena em Boa Viagem Prefeitura diz que as pessoas já foram inseridas no programa de auxílio moradia

Publicado em: 31/08/2018 08:37 Atualizado em: 31/08/2018 08:42

Famílias estão deixando a área nesta sexta (31). Foto:  Marlon Diego/Esp.DP /Arquivo/DP
Famílias estão deixando a área nesta sexta (31). Foto: Marlon Diego/Esp.DP /Arquivo/DP

Quase um ano depois de serem notificados para deixarem o teto do Túnel Augusto Lucena, em Boa Viagem, moradores da comunidade Pocotó foram surpreendidos nesta sexta-feira (31) com nova ordem judicial para sair da área. A remoção das 14 famílias foi determinada com base em avaliação da Defesa Civil do Recife, que alertou para os riscos à estrutura do sistema viário, já que o túnel não foi construído para suportar peso de residências. A Prefeitura do Recife informa que as famílias já foram incluídas no programa de auxílio moradia. 

A operação para remoção das famílias começou após as 6h30. Para evitar problemas com motoristas que circulam pela área, o trânsito foi interditado nos dois sentidos do túnel, tanto no acesso à Boa Viagem, no viaduto Presidente Tancredo Neves, no acesso ao supermercado Carrefour. Cerca de 80 pessoas trabalham na ação, que acontece sem maiores transtornos. Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) também acompanham os trabalhos auxiliando os motoristas. 

A desocupação da área em cima do túnel já havia sido determinada em 11 de setembro do ano passado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A sentença foi assinada pela juíza Mariza Silva Borges, da 3ª Vara da fazenda Pública da Capital. O Judiciário acatou uma ação impetrada pela prefeitura, que alegou constatado, por meio de vistorias, a clandestinidade das obras feitas em madeira. Os moradores, segundo a administração pública, não possuem licenciamento para residir na área.

A prefeitura esclarece que o túnel não corre risco estrutural iminente e está dentro dos requisitos de segurança. Segundo a PCR, o risco iminente é  para os ocupantes dos imóveis irregulares, que foram construídos sem nenhum tipo de acompanhamento técnico. 


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