Homenagem Arquidiocese celebra os 19 anos da morte de dom Helder Câmara Haverá programação com missas no fim de semana e encenação de peça teatral

Publicado em: 24/08/2018 11:09 Atualizado em: 24/08/2018 11:20

Arcebispo durante a missa de comemoração dos seus 68 anos de sacerdócio em 1999 na Igreja das Fronteiras, no Centro. Foto: Teresa Maia/DP
Arcebispo durante a missa de comemoração dos seus 68 anos de sacerdócio em 1999 na Igreja das Fronteiras, no Centro. Foto: Teresa Maia/DP

Na próxima segunda-feira (27), completam-se dezenove anos da morte do arcebispo de Olinda e Recife, dom Helder Camara. No âmbito da Arquidiocese de Olinda e Recife e do Instituto Dom Helder Camara (Idhec), as celebrações em memória da partida do religioso iniciam neste sábado (25).  No domingo (26), às 9h, os integrantes da 15ª Peregrinação cearense participam da celebração em memória de dom Helder Camara, no Alto da Sé de Olinda. A Santa Missa será presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido. O vice-postulador da causa de beatificação de dom Helder Camara, frei Jociel Gomes, concelebrará a missa.

O processo de beatificação e canonização de dom Helder foi aberto em 3 de maio de 2015 pela Arquidiocese de Olinda e Recife. Atualmente, a causa encontra-se na chamada “fase diocesana”, em que o Tribunal Eclesiástico está escutando as testemunhas e as comissões histórica e teológica, preparando seus pareceres e relatórios.

De acordo com o frei Jociel, está previsto que em novembro a fase diocesana do processo seja concluído, para o envio ao Vaticano, quando se dá a “fase romana”, que tramita na Congregação para as Causas dos Santos. A Congregação para as Causas dos Santos é uma prefeitura da Cúria Romana que processa o delicado e complexo trâmite que leva à canonização dos santos, passando pela declaração das virtudes heroicas (reconhecimento do estatuto de venerável) e pela beatificação.

Depois de elaborado um processo, incluindo a constatação canônica dos milagres, o caso é apresentado ao papa, que decide se proceder ou não à beatificação ou canonização. Conhecido como o “Dom da Paz”, Dom Helder partia para sua morada definitiva em 27 de agosto de 1999, sendo sepultado na Catedral da Sé. Ele foi arcebispo de Olinda e Recife de 1964 a 1984.

Conhecido por sua coerência e firmeza de caráter, dom Helder foi responsável por participar ativamente da fundação e organização da CNBB, do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano) e da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), dentre outros movimentos.  

Conforme salienta o diretor executivo do Idhec, Antônio Carlos Maranhão, a presença de dom Helder continua forte: “Embora não mais esteja entre nós, a sua voz ainda se faz ouvir, nas gravações de seus programas de rádio, discursos, Sinfonia dos Dois Mundos. Seus ensinamentos continuam vivos, semeando vida pelos quatros cantos do mundo”.

Programação no Idhec, sábado (25) 

No sábado, às 10h da manhã, o Memorial Dom Helder Camara receberá a visita da 15ª Peregrinação cearense, que vem todos os anos, nesse mesmo período reverenciar a memória de Dom Helder, revisitando os locais simbólicos para a memória do arcebispo. No domingo, os integrantes da 15ª Peregrinação participarão da celebração na Sé de Olinda.

À tarde, a partir das 16h, acontecerá o segundo momento, na igrejinha das Fronteiras, com programação que inclui um jogral preparado pelos jovens e adolescentes da Casa de Frei Francisco, braço social do IDHeC, com um texto de Dom Helder dirigido aos jovens. Também será encenado um “compacto” da peça O Bispo do Povo. A peça representa corpo e voz dialogando criticamente com o teatro contemporâneo realizado em Pernambuco. A homenagem no Idhec será encerrada com a audição coletiva da gravação de Dom Helder para o programa Um Olhar sobre a Cidade, Esperança.

Encenação da peça teatral O Bispo do Povo, no Teatro Arraial/Rua da Aurora
 
Quem quiser assistir a peça O Bispo do Povo na íntegra, conta uma boa notícia. A temporada foi prorrogada por mais um final de semana, sendo exibida neste sábado (25) e domingo (26), às 19h, no teatro Arraial Ariano Suassuna, localizado na Rua da Aurora. A peça reúne discursos de três encenações, roteirizadas e encenadas por Junior Aguiar, com atuação de Daniel Barros, Júnior Aguiar e Márcio Fecher. Os textos da encenação estão impregnados de amor pela vida e iluminam os debates por um mundo melhor, nos seus vastos campos de atuação: arte, educação e religião.


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