Operação Ponto Cego Dois advogados são presos acusados de lavagem de dinheiro e corrupção Líder da quadrilha dava ordem de trás das grades. Operação prendeu e identificou 19 pessoas

Publicado em: 03/08/2018 07:43 Atualizado em: 03/08/2018 12:53

Divulgação/Polícia Civil de Pernambuco
Divulgação/Polícia Civil de Pernambuco

Dois advogados estão presos sob acusação de fazer parte de uma organização criminosa responsável por crimes de estelionato, lavagem de dinheiro, corrupção, advocacia administrativa e furto qualificado. Outras dez pessoas também foram presas na Operação Ponto Cego, deflagrada na manhã desta sexta-feira (3), em Pernambuco. O líder do grupo comandava as ordens de dentro do sistema penitenciário. Ele e outras pessoas que já estavam recolhidas no sistema prisional também foram identificados e estão sendo indiciadas. Entre os presos há ainda cinco mulheres e um ex-policial militar. No total, foram cumpridos 19 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão além de Pernambuco, Alagoas e no Rio Grande do Norte. Os mandados de prisão foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). 

Dois alvos estão em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), uma forma especial de cumprimento da pena no regime fechado, que consiste na permanência do presidiário (provisório ou condenado) em cela individual, com limitações ao direito de visita e do direito de saída da cela. Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início em janeiro deste ano. Esta é a 31 ª ação de repressão qualificada de 2018. Detalhes sobre a operação só serão repassados na próxima segunda-feira (6), em uma coletiva, na Polícia Civil de Pernambuco. 

Além das prisões, os policiais apreenderam veículos, que teriam sido adquiridos pela quadrilha de forma ilícita. Um total de cem policiais civis, além de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambiuco (OPAB-PE), do sistema penitenciário pernambucano e da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) participaram da operação. Os detidos e o material apreendido pelos policiais estão na sede do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), em Afogados, na Zona Oeste do Recife.


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