Polícia Instituto de Genética Forense é inaugurado nesta sexta Batizado com o nome do ex-governador Eduardo Campos, o instituto vai centralizar e ampliar os serviços da Polícia Científica

Publicado em: 20/07/2018 08:34 Atualizado em: 20/07/2018 08:39

No local, já funcionava laboratório que realizava testes de DNA em vestígios relacionados às investigções. Foto: Alcione Ferreira/DP
No local, já funcionava laboratório que realizava testes de DNA em vestígios relacionados às investigções. Foto: Alcione Ferreira/DP

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco vai inaugura nesta sexta (20), às 10h, o Instituto de Genética Forense Eduardo Campos. Criado por decreto em dezembro passado, órgão será vinculado à Polícia Científica e reunirá em laboratórios de genética e biologia, uma central de custódia de material biológico relacionado a crimes e um banco de perfis genéticos. 

Desde 2012, já funcionava no local o Laboratório de Genética Forense, que realiza testes de DNA em vestígios relacionados a investigações policiais. A partir da criação do Instituto, foi possível convocar mais servidores públicos e instalar os demais serviços. Inicialmente, o órgão contará com 28 profissionais aprovados em concurso, sendo 15 peritos criminais, 12 auxiliares de peritos e um auxiliar de legista.

“Trata-se de um dos maiores e mais bem preparados complexos de genética forense do país, que favorece a produção de provas decisivas para os inquéritos policiais. A criação do Instituto trouxe uma contribuição fundamental ao combate à criminalidade em Pernambuco”, avalia o secretário de Defesa Social Antônio de Pádua.

O laboratório de biologia forense, por exemplo, é responsável por todas as análises periciais, identificando vestígios biológicos de vítimas e suspeitos de crimes – como sangue, pele, esperma e fragmentos de tecido humano. Já a Central de Custódia é a área responsável por armazenar todos os vestígios biológicos coletados pela Polícia Científica em locais de crimes e junto a vítimas atendidas nas unidades do IML.

Por sua vez, o Banco de Perfis Genéticos está a cargo do armazenamento de perfis genéticos de vestígios oriundos de local de crime, vítimas, condenados e familiares de pessoas desaparecidas. “O banco de dados de perfis genéticos tem o poder de esclarecer crimes para os quais não há suspeitos”, explica a Gerente Geral de Polícia Científica, a perita criminal Sandra Santos.

Neste ano, já foram inauguradas cinco unidades descentralizadas da Polícia Científica, à qual estão vinculados os institutos de Medicina Legal, de Criminalística, de Identificação Tavares Buril, além do de Genética Forense. A última abertura ocorreu na última quarta-feira, em Nazaré da Mata, onde a estrutura atende a 32 municípios da Mata Norte. Os outros centros foram implantados em Garanhuns, Arcoverde, Ouricuri e Afogados da Ingazeira, contemplando Agreste e Sertão.

Está prevista para este ano a instalação do Complexo de Polícia Científica em Palmares, e a conclusão da reforma do IML de Petrolina. Todas as regiões do estado passarão a contar com os serviços de perícia médico-legal (sexológica e traumatológica), perícia criminal (em locais de crime, drogas, veículos, entre outros) e identificação civil. “A Polícia Científica, em 2018, descentralizou seus serviços. Com a nomeação de 400 profissionais aprovados em concurso, ampliou seu efetivo em 50%”, afirmou Pádua.


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