Protesto Funcionários do Fundo de Pensão dos Correios fazem ato no centro Manifestantes denunciam que até mesmo uma CPI não foi suficiente para que a situação do Postalis fosse passada a limpo

Por: Mariana Fabrício - Diario de Pernambuco

Publicado em: 17/07/2018 08:44 Atualizado em: 17/07/2018 14:01

Foto: Mariana Fabrício/DP
Foto: Mariana Fabrício/DP
Um grupo de funcionários ativos e aposentados dos Correios realizam um protesto em frente ao Edifício Sede da empresa, na Av. Guararapes com Rua do Sol, área central da capital pernambucana, na manhã de ontem. O ato serviu para chamar a atenção sobre as suspeitas de fraudes no Fundo de pensão dos funcionários dos Correios (Postalis), que provocou descontos na folha de pagamento dos funcionários da estatal. Após a manifestação, uma carta de manifesto foi protocolada no Palácio do Campo das Princesas.

"Nosso objetivo é impedir que seja descontado dos benefícios, das aposentadorias e dos salários dos trabalhadores 50% da remuneração a título de equacionamento para cobrir o rombo no Postalis que não foi feito pelos participantes e sim por uma má gestão", explicou o presidente da Associação de Aposentados dos Correios, Heyder Barbosa.

Em fevereiro deste ano a Polícia Federal deflagrou a Operação Pausare para investigar as suspeitas de fraudes no Postalis. A PF está apurando os investimentos que provocaram déficits e comprometeram o custeio dos planos de benefícios dos trabalhadores dos Correios. Para diminuir o prejuízo, já está sendo descontado 26,92% da aposentadoria de mais de 142 mil funcionários e aposentados dos Correios e Caixa Econômica Federal.

"Os Correios é uma instituição pública federal, então a ideia é mandar carta para os senadores e deputados federais, além de marcar audiência para sensibilização da nossa causa. Esse é um movimento nacional e a entrega de uma carta ao Governo do Estado é mais uma forma de ganhar visibilidade do que está ocorrendo", explica Givaldo Cerqueira, um dos coordenadores do protesto no Recife.

O Fundo de previdência já está sob investigação desde o ano passado e tem um rombo estimado de R$ 6 bilhões e já se tornou alvo de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Mais de cem mandados de busca e apreensão já foram cumpridos nas casas de empresários e ex-executivos do Fundo de Pensão. A PF ainda exigiu a quebra do sigilo bancário e fiscal de 48 pessoas supostamente envolvidas, incluindo o ex-presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro.


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