Apresentação Esquadrilha da Fumaça se apresenta no Recife Os caças adaptados pesam quase quatro toneladas e atingiram mais de 500 quilômetros por hora

Publicado em: 16/07/2018 17:01 Atualizado em: 16/07/2018 17:09


Os caças adaptados pesam quase quatro toneladas e atingiram mais de 500 quilômetros por hora. Foto: Peu Ricardo/DP.
Os caças adaptados pesam quase quatro toneladas e atingiram mais de 500 quilômetros por hora. Foto: Peu Ricardo/DP.
Sete pilotos da Força Aárea Brasileira fizeram festa no céu do Recife, nesta segunda-feira (16), em apresentação da Esquadrilha da Fumaça no Nordeste. Sem pausa, eles fizeram ao todo 50 manobras no ar, em cerca de quarenta minutos, arrancando aplausos, gritos de espanto e de admiração dos que vieram prestigiar o evento, no Recife Antigo. As acrobacias mais difíceis provocaram euforia no público e na garotada, especialmente quando um dos aviões “capotava no ar” ou fazia voo rasante. A plateia também vibrou quando todas as aeronaves - de modelo A-29 Super Tucano - voaram em formação no dorso, de cabeça para baixo. A última apresentação do grupo na capital pernambucana tinha sido no ano de 2012.

Os caças adaptados pesam quase quatro toneladas e atingiram mais de 500 quilômetros por hora. Segundo o tenente Eduardo Marques, oficial de comunicação social, o espetáculo vale a pena só em ver o sorriso das crianças quando elas estão olhando para o céu. “O que mais alegra a gente é esse contato com o público, as pessoas tirando fotos, querendo saber como faz para entrar na FAB”, declarou.

O tenente Eduardo Marques explicou que 13 pilotos fazem parte da Esquadrilha da Fumaça e sete se apresentaram, porque eles fazem revezamento. Cada piloto tem uma posição de voo. Eles participaram de um processo de seleção interna e precisaram ter pelo menos 1,5 mil horas de voo, 800 delas como instrutor. A equipe toda têm 45 militares, oficiais e graduados. “Todas as manobras são seguras, mesmos sendo tecnicamente difíceis”, observou o oficial.

A Esquadrilha da Fumaça tem mais de 3.800 demonstrações realizadas no Brasil e em 21 países e recorde de aviões voando de cabeça para baixo. Desde o dia 14 de julho, já passou por Salvador (BA), Aracaju (SE) e, neste último domingo, no Recife (PE). No Nordeste, a equipe ainda fará apresentações em cidades do Rio Grande de Norte e do Maranhão. O circuito vai até o dia 30 de julho e a equipe passará por mais nove cidades, três delas no Norte do país.

Os eventos são gratuitos e organizados pelo 3o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta III). A bancária Talita Lourenço, 37 anos, veio para o espetáculo com o esposo Claudemir Júnior, 27 anos, e trouxe os dos filhos, David Wallace, 7 anos, e Arthur Felipe, 5 anos. “Foi uma emoção única, muito gratificante, vim até doente. Cada manobra que eles fazem nos alegram. Algumas dão um pouco de medo, a sensação é que o avião vai cair, mas eles são muito bons”, disse Talita. Já a vendedora Maria José, 67 anos, veio de Piedade para ver o evento e aproveitou para passar na festa do Carmo, no centro do Recife. “Lindo, lindo. Eles são realmente especiais”, declarou. O motorista Gildo Carlos da Silva, 45 anos, saiu do Curado II para ver, pela primeira vez, a Esquadrilha da Fumaça no Recife. Ele trouxe o filho Arthur, 6 anos, e ficou encantado com a imagem do coração desenhada pelos aviões. “A habilidade deles é incrível”, disse.


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