DIREITO Militância participa de lançamento do Manual de Comunicação LGBTI+ Evento realizado no Forte do Brum abriu espaço para roda de conversa em tom de debate sobre os desafios a serem enfrentados.

Publicado em: 22/06/2018 19:46 Atualizado em:

Lançamento do Manual de Comunicação LGBTI  incluiu palestra da repórter do DP especialista em direitos humanos, Marcionila Teixeira. Foto: Nando Chiappetta/DP (Lançamento do Manual de Comunicação LGBTI  incluiu palestra da repórter do DP especialista em direitos humanos, Marcionila Teixeira. Foto: Nando Chiappetta/DP)
Lançamento do Manual de Comunicação LGBTI incluiu palestra da repórter do DP especialista em direitos humanos, Marcionila Teixeira. Foto: Nando Chiappetta/DP
Militantes do movimento LGBTI marcaram presença no lançamento da versão brasileira do Manual de Comunicação LGBTI+ (clique para baixar), na noite desta quinta-feira, no Forte de São João Batista do Brum, no bairro Recife, Região Centro da Capital. O lançamento da publicação contou com uma roda de conversa aberta pelo presidente do diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI, Toni Reis, e da repórter especial do Diario de Pernambuco (DP), Marcionila Teixeira, especialista em direitos humanos, que atuou como palestrante. 

Após pedir perdão pela cobertura que geralmente a mídia realiza da temática LGBTI, Marcionila Teixeira destacou a necessidade de profissionais se reciclarem continuamente e sugeriu que o movimento ofereça oficinas nas empresas de comunicação. Especialista em direitos humanos pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), a repórter especial do DP ponderou que no caso de agressões as lideranças do movimento também precisam protestar, pedir retratações e até recorrer à Justiça, se necessário. 

Marcionila Teixeira acrescentou que mesmo quando ocorre uma cobertura responsável há uma reação agressiva nas mídias sociais. “Nas mídias sociais eu sou esculachada justamente quando cubro pautas de LGBTI e encarcerados”, disse. Para ela, é importante que a comunidade atue nesses momentos.

Organização da sociedade civil, pluripartidária e sem fins lucrativos, a Aliança Nacional LGBTI aproveitou a reunião para anunciar ações como a afiliação de aliadas e aliados e realização de parcerias com outras entidades. Outra iniciativa em curso é o “Projeto Sinergia”, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que Toni Reis definiu como uma “tábua de salvação”. o diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI também destacou o “Advocacy no Congresso Nacional”, que prevê a defesa de onze projetos de lei. Segundo Toni Reis, partidos estão aderindo e parlamentares que assinarem compromisso de apoio terão “recomendação de voto”. 

“Não percamos nossa docilidade”, disse a jornalista Graça Araújo, jornalista, editora e apresentadora do TV Jornal Meio Dia, da TV Jornal, e do programa Rádio Livre, da Rádio Jornal, ponderando que a comunidade LGBTI precisa investir no esclarecimento sobre suas posições. “Vá no sorriso, ensine e dê exemplo”, reforçou. E aproveitou para rejeitar a perspectiva de votação em quem assinar o documento de apoio à pauta legislativa da Aliança Nacional LGBTI. “Não podemos votar num (...) só porque ele assinou um documento. É muito pouco!”, disse, acrescentando que não se pode perder de vista a necessidade de eleger pessoas que sejam boas também familiares e parentes de integrantes da comunidade, para todo o Brasil. 

A publicação tem apoio de várias entidades, incluindo a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Também participaram Cristiana Cordeiro, professora e coordenadora do Núcleo de Estudos de Gênero Wilma Lessa da Escola de Referência de Ensino Médio Silva Jardim, no bairro do Monteiro, Região  Noroeste da Capital; Jardel Araújo; a estudante de Serviço Social e integrante do Núcleo de Estudos em Gênero, Sexualidades e Raça Hypatia e do coletivo de juventude negra Cara Preta; da bacharel em Maria Daniela, bacharel em Engenharia Agronômica, funcionária pública estadual e ativista da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais da Mata Sul de Pernambuco (Amas/LGBT); e Maria do Céu, militante LGBTI e dos direitos sexuais, que atuou como mediadora.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.