Imunização Influenza: campanha de vacinação termina nesta sexta Mais de 468 mil ainda precisam se vacinar. Público com menor cobertura é o das crianças

Publicado em: 11/06/2018 13:45 Atualizado em: 11/06/2018 13:49

Termina nesta sexta-feira (15) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. Em Pernambuco, 468.352 pessoas inclusas nos grupos prioritários ainda precisam ser imunizadas. Até a manhã desta segunda (11.06), 1.931.009 (80,4%) já tinham tomado a vacina. A meta é beneficiar, no mínimo, 90% do público total da campanha, de 2.399.361 pernambucanos.
 
No Estado, os grupos prioritários formados pelos trabalhadores de saúde, indígenas e puérperas já atingiram a meta mínima. Ainda chama a atenção o grupo formado pelas crianças, com apenas 68,06% dos meninos e meninas vacinados. “É importante que os pais ou responsáveis levem as crianças aos postos de saúde para que seja feita a vacinação. Esse é um direito da população inclusa nos grupos prioritários e uma ação essencial de saúde para evitar o agravamento e os óbitos pelos vírus da influenza”, destaca a coordenadora do Programa Estadual de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Catarina de Melo. 
 
Podem se vacinar contra a influenza: idosos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (mulheres que tiveram filhos até 45 dias), trabalhador de saúde, professores, povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. Também contempla pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais: doença respiratória crônica, cardíaca crônica, renal crônica, hepática crônica, neurológica crônica; diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias.
 
BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO – Até o dia 26 de maio, Pernambuco registrou 842 casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag), quadro que pode ser provocado por diversos agentes (vírus, bactérias) e é caracterizado pela necessidade de internação de pacientes com febre, tosse ou dor de garganta associado à dispneia ou desconforto respiratório. Do total de casos, 26 tiveram resultado laboratorial confirmado para influenza A(H1N1), 14 para influenza A(H3N2) e 1 para vírus sincicial respiratório (VSR). No mesmo período de 2017, foram 953 casos de Srag, com 64 confirmações para influenza A(H3N2), 21 de influenza B, 3 VSR e 1 parainfluenza1.
 
Em 2018, também foram registrados seis óbitos de Srag com resultados laboratoriais confirmados para influenza – cinco de influenza A(H1N1) e um de influenza A(H3N2).


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