Assembleia Legislativa Audiência discute impactos econômicos por conta dos ataques de tubarão no estado Em menos de dois meses, duas pessoas foram vítimas de animal marinho, no mesmo local, em Piedade. Uma delas, morreu

Publicado em: 11/06/2018 07:22 Atualizado em: 11/06/2018 08:21

Os dois últimos casos ocorreram no trecho em frente à igrejinha de Piedade. Foto: Bombeiros/divulgação
Os dois últimos casos ocorreram no trecho em frente à igrejinha de Piedade. Foto: Bombeiros/divulgação

Os impactos econômicos por conta dos ataques de tubarão na Região Metropolitana do Recife será tema de audiência pública nesta segunda (11), a partir das 11h, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A convocação foi feita pelo deputado Aluísio Lessa (PSB), na condição de presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico e Turismo. A sessão acontece no auditório Senador Sérgio Guerra, na Alepe.

O engenheiro de pesca, Léo Veras, presidente do Instituto Tubarões de Fernando de Noronha, participa da audiência. Convidado pelos deputados e pelo administrador da ilha, Plínio Pimentel, ele vai falar da experiência de monitoramento que faz desses animais no arquipélago.

 

No domingo, dia 3 de junho, o jovem José Ernesto Ferreira da Silva, de 18 anos, foi atacado por um tubarão nas imediações da igrejinha, na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Ele foi a segunda vítima de ataques de tubarão em menos de dois meses no mesmo local, considerado um dos mais perigosos para banhos e práticas esportivas no mar. 

Com esse incidente, já somam 65 casos registrados pelo Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarão (Cemit) desde 1992. Destes, 12 ocorreram na praia de Piedade, justamente no trecho em frente à igrejinha, onde José Ernesto foi atacado. 

No dia 15 de abril deste ano, o potiguar Pablo Diego Inácio de Melo, 34 anos, que trabalha como ambulante e estava de folga, foi a praia de Piedade com os amigos para jogar futebol. Antes de ir para casa, ele resolveu tomar um banho de mar para retirar a areia, momento em que sofreu o ataque do animal marinho. 

 

Pablo Diego foi mordido em três locais diferentes, nos dois braços e na perna direita. Pablo ficou 33 dias internado no HR, passou por seis cirurgias e teve a perna direita abaixo do joelho e a mão direita amputadas. O potiguar recebeu alta do hospital no dia 22 do mês passado, mas ainda encontra-se em tratamento.



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