Tubarão Mãe de vítima de ataque diz que viu tubarão na mesma praia em outubro Elisângela dos Anjos contou que alertou os filhos para o risco de tomar banho de mar na praia de Piedade

Publicado em: 04/06/2018 10:03 Atualizado em: 04/06/2018 11:35

Elisângela contou que o filho gostava de fazer aulas de capoeira. Foto: Thalyta Tavares/Esp DP
Elisângela contou que o filho gostava de fazer aulas de capoeira. Foto: Thalyta Tavares/Esp DP

A mãe do rapaz que morreu após ataque de tubarão em Piedade, Jaboatão dos Guararapes, neste domingo (3), disse que no feriado de 12 de outubro passado viu um animal marinho no mesmo trecho da Praia no qual o filho foi atacado. Elisângela dos Anjos, mãe de José Ernesto Ferreira da Silva, 18 anos, contou no Hospital da Rastauração que estava na praia com os filhos, no feriado do dia das crianças, quando viu algo estranho se mexendo na água. "Eu disse: Tá vendo o perigo, não entrem. É um tubarão! Pensavam que fosse um golfinho, mas era um tubarão. Ficou todo mundo em pânico. Golfinho ou não, eu pedi que ninguém entrasse mais na água. O máximo que vocês entrem é até a faixa de areia. O mar é do tubarão", disse a mulher, que chorava ao falar com a Imprensa nessa manhã no Hospital da Restauração, no Derby.

Elisângela contou que costumava ir à praia acompanhada dos filhos, mas neste domingo, José Ernesto Ferreira da Silva, saiu sozinho de casa, sem avisar para onde ia. "Quando ligaram para a gente comunicando o que havia ocorrido, pensei até que ele tivesse sido vítima de violência na rua, levado um tiro, pensei em briga em confusão. Nunca imaginei que pudesse ser um tubarão", desabafou a dona de casa. 

Elisângela dos Anjos informou que deixou o HR na noite de domingo, sob orientação dos médicos para que retornasse nesta segunda (4) às 8h para ter notícias do filho. Às 15h, iria visitar o filho no leito da UTI, mas às 5h, foi acordada com um telefonema da assistente social, pedindo para comparecer ao hospital. "Já sabia que tinha acontecido o pior", falou. Ela lembrou ainda que há um mês teve um sonho ruim com o filho, onde ele aparecia amarrado, sendo carregado por uma carroça. "Eu fiquei apreensiva. Pedi a ele para ter cuidado", diz. 

Segundo Elisângela, o filho era um rapaz carinhoso, de bom relacionamento. "Ele era beijoqueiro, gostava de capoeira. Eu achava que capoeira não era para ele, mas sempre ia aos ensaios. Agora, só digo uma coisa as pessoas: a água do mar não é mais para a gente. Tomem banho na areia mesmo", desabafou. 


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.